segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Democrático
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Um Tratado para enterrar
Assistimos precisamente ao oposto do que diz Durão Barroso para contornar um fracasso que não consegue esconder por mais tempo. Primeiro, a crise actual é fruto tanto de tudo o que os poderes da Europa foram fingindo que não viam, como de uma inoperância que mascararam de ortodoxia, como ainda de um conjunto de políticas orientadas por pressupostos teóricos cujo sucesso nunca foi confirmado empiricamente. Pior ainda, cujo fracasso se confirma a cada dia que passa no desemprego crescente, no crescimento económico estagnado, na degradação do nível de vida dos cidadãos, no agravamento das desigualdades, todos ignorados por políticas que os subalternizam a objectivos monetários e contabilísticos. E, como se não bastasse este argumento para rejeitarmos um Tratado que tem esta visão política consagrada no seu texto, ele vai ainda mais longe ao colocá-la nas mãos de quem nem sequer é eleito e, como tal, não tem que responder perante os cidadãos pelos desastres que conduz e pela incompetência que demonstra.
Este poder exógeno não responderá novamente nesta voz tão clara que a Europa tem tido sobre a situação internacional, claríssima quanto a quem mais uma vez esqueceu – não houve sequer uma única medida tomada para beneficiar significativa e directamente os cidadãos – e ainda mais clara quanto a quem visa beneficiar. Para evitar males maiores, não restarão quaisquer dúvidas de que do Tratado de Lisboa não sairá qualquer proveito para mais ninguém que para uma elite de eurocratas e para os poderes económicos que, mesmo sem Tratado, já representam comodamente, sem qualquer contra-poder que lhes possa retirar as cadeiras que ocupam. Nenhum modelo falhado é imprescindivel. O Tratado do cheque em branco é, claramente, para enterrar.
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Ironia do destino
Porém, mais do que as consequências que terá sobre a festa da presidência francesa, a posição assumida pelo presidente polaco põe a nu a fragilidade e a democraticidade com que uma UE que despreza a opinião dos seus cidadãos se propunha fazer avançar o Tratado de Lisboa: caso Lech Kaczynski assinasse o Tratado, seria um Presidente eleito da Polónia com legitimidade para representar o povo que o elegeu; caso não assine, será um louco irresponsável merecedor de toda a adjectivação que a imaginação permita. E, Mesmo louco, mesmo homofóbico, mesmo de extrema-direita, mesmo alérgico a um ideal de sociedade democrática e solidária, mesmo com o seu espírito raquítico, e qualquer que tenha sido a sua motivação, foi Kaczynski quem fez notar que não faz sentido que a UE avance com um Tratado que os europeus não querem. Ironia do destino. Já não há heróis.
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segunda-feira, 16 de junho de 2008
Riscos
Quanto a mim, e dada a improbabilidade da obtenção de 27 vitórias do “Sim” (ou do “Não”) nas consultas populares que deveriam fazer-se nos 27 Estados-membros, a solução passaria por um referendo a realizar em todos eles, considerando o resultado na sua globalidade e não separadamente, Estado a Estado. Mas aí o risco seria o de enfrentar a aversão dos cidadãos europeus a uma sofisticação institucional que os exclui dos processos de decisão das políticas europeias, expondo ao ridículo todos aqueles que embarcaram na defesa de uma solução que venderam como unânime e tentaram impor restringindo a sua aprovação às instituições de cada Estado: a velhinha Europa, a quem os políticos mais escuteiros tentaram ajudar a atravessar a estrada, afinal não queria ir para ali. O melhor, mesmo, é dar meia volta e voltar às origens de uma Europa de cidadãos com vontade própria e pensar num documento que a traduza sem atropelos a um dos pilares principais da construção europeia: os valores da democracia. Sem eles, aquela Europa que foi concebida para ser dos cidadãos descaracteriza-se e perde qualquer razão de ser.
Etiquetas: Fantochada, Tratado de Lisboa
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O "equívoco" irlandês
Etiquetas: Referendo irlandês, Tratado de Lisboa
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sexta-feira, 13 de junho de 2008
"SIM" a uma Europa mais democrática
Etiquetas: Europa dos cidadãos, Irlanda, Referendo, Tratado de Lisboa
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sábado, 7 de junho de 2008
12 de Junho de 2008: o dia de todas as decisões
Os irlandeses terão a oportunidade que foi sonegada aos cidadãos dos restantes 26 países da União Europeia. Serem eles, e não uma pequena elite que se apoderou do poder de decidir, a escolherem o futuro do seu país. Falta menos de uma semana para o referendo à remake do tratado que foi rejeitado pelos franceses e holandeses em 2005. É dia 12, Quinta-feira, o dia de todas as decisões para quase 500 milhões de europeus. Votam pouco mais de 4 milhões de irlandeses. Segundo esta sondagem, o "Não" vai à frente com larga vantagem sobre o "Sim" ao Tratado: 35% contra 17%, mais do dobro.
Etiquetas: Irlanda, Referendo, Tratado de Lisboa
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
A responsabilidade ou o caos
Uma frase curta de Hans-Gert Poeterring, presidente do Parlamento Europeu, que ilustra o discurso dominante da “responsabilidade” e da “inevivitabilidade” que ladeiam uma aflição que irá crescer até ao dia 12 de Junho. É “responsável” quem votar “sim” e é “irresponsável” quem votar “não”. Se vencer o “sim”, os irlandeses salvam a Europa de uma praga que a varrerá durante 7 mil anos, com cobras, lagartos, insectos rastejantes e maus cheiros perpétuos. Se vencer o não, os irlandeses obrigam a repensar as políticas e a construção europeias e abrem caminho a que se varra da Europa uma praga de défice democrático, de desemprego, de desigualdades crescentes e de recuos civilizacionais nas áreas dos direitos sociais e laborais, arrastando consigo toda a classe política que a originou. O que, como disse o Presidente Barroso, será muito mau. Ninguém gosta de perder o emprego.
Etiquetas: Referendo irlandês, sobrevivência política, Tratado de Lisboa
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segunda-feira, 19 de maio de 2008
Inquietação
Com o aproximar de 12 de Junho, dia do referendo ao Tratado de Lisboa na Irlanda, cresce a inquietação no seio daqueles que inviabilizaram o pronunciamento dos restantes europeus sobre o modelo de construção europeia incluído no diploma. Exemplo disso é a campanha que decorre no país, que apela à consulta de um documento com uma leitura completamente imparcial e independente do Tratado, veiculado por uma parte completamente desinteressada quanto ao resultado do referendo irlandês: a Comissão. A outra parte, interessada em que o Tratado não seja aprovado, que pague do seu bolso a promoção das suas leituras parciais e não independentes.
Etiquetas: Irlanda, Referendo, Tratado de Lisboa
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
Cavaco assina, os irlandeses decidem
Etiquetas: Atestados de menoridade ao povo português, Representatividade democrática, Tratado de Lisboa
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
É o delírio
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Irlanda: campanha governamental pelo sim
O Governo irlandês usou fundos públicos para a promoção do “sim” no referendo ao Tratado de Lisboa. A acusação é feita pela deputada Patricia McKenna e desmentida pelo ministro visado, Dermot Ahern, que rejeitou que o folheto em causa promova o 'sim', considerando que o texto se limita a explicar o Tratado e a indicar a posição do governo. A posição do governo irlandês foi conhecida no passado dia 13 de Dezembro, a data da assinatura do Tratado por 27 caras sorridentes. Não consta que tenha havido alguém a assinar contra a sua vontade.Etiquetas: Batota, Irlanda, Referendo, Tratado de Lisboa
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sábado, 12 de janeiro de 2008
O amigo
Sarkozy quer Tony Blair à frente dos destinos da União Europeia. Já o assumiu publicamente e é bem possível que os colegas europeus alinhem em mais um consenso que satisfaça esse seu desejo. Quanto aos cidadãos europeus, portugueses incluídos, em breve hão-de entender, sem quaisquer obstáculos decorrentes da sua estupidez natural, que o Tratado sobre o qual também não se pronunciaram não conta com eles para a eleição do amigo do presidente francês. Gostem ou não de Blair, Blair será o que o directório decida. Os cidadãos ficam com os impostos, as palmas, os apupos e as doutas opiniões de alguns sobre a burrice de outros que votam tanto como eles mesmos, apesar de tanta inteligência.
Etiquetas: défice democrático, Tratado de Lisboa, União Europeia
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Mas ainda podemos estar no pelotão da frente
Etiquetas: As trapalhadas do engenheiro, Tratado de Lisboa
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Já não somos os melhores alunos
Etiquetas: complexos de menoridade, Tratado de Lisboa
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