terça-feira, 6 de outubro de 2009
À maneira
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sábado, 3 de outubro de 2009
Foi você que votou CDS-PP? (#3)
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Nenhum governante
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Recordar o futuro (3)
Ver também Louçã interpela Sócrates no Parlamento sobre o caso Manuel Fino.
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Breve recapitulação da saga EPE
Com uma gestão privada iam ser a oitava maravilha. Uma gestão mais ágil, competitiva, Melhor aproveitamento de recursos, melhor gestão de tudo e mais alguma coisa. Nada disso aconteceu. As dívidas até poderiam ter-se mantido e já isso seria um mau resultado diante de tantas expectativas. Nem isso. As dívidas mais que duplicaram, o atendimento piorou, mas… já nada disto conta para o défice. A meta foi alcançada e o resto é o resto. Agora já só falta deixar apodrecer, para depois encerrar. Corrijo: ter que encerrar.
Em 2009, já está mais apodrecido. Manuela Ferreira Leite e José Sócrates aí estão, prontos para a colheita. Os seus partidos continuam no top de preferências dos portugueses.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Empresas sem risco
E repetirei o que disse aqui, quando deixei um meio elogio a Ana Jorge. A questão não está na linha Saúde 24 e sim em estarmos na presença de um serviço público a ser fornecido por um privado. É o modelo de parcerias público-privadas que é errado e não apenas o serviço em causa. Qualquer empresa privada enfrenta riscos, riscos esses que aumentam se a empresa prostituir a qualidade do serviço que presta ao lucro, como fez a que gere o serviço, a Linha de Cuidados de Saúde (LCS), ao organizá-lo de forma a fazer com que poucos fizessem o trabalho de muitos. E observe-se que sem riscos, porque o “privadas” destas empresas deve-se apenas à forma de apropriação das rendas que os detentores do seu capital vão conseguindo obter através das relações que mantêm com o poder político.
No caso presente, o risco ficou repartido entre a saúde de todos os utentes que não foram atendidos e os custos políticos a pagar por um Governo que pôs o lobo a guardar o rebanho. Obviamente que, em período pré-eleitoral e com o pânico social gerado pela histeria noticiosa em torno da gripe A, o Governo quer tudo menos pagar tal custo. Da mesma forma, resultará evidente que, sabendo que tem o Governo na mão, a administração da LCS sabe que, se pedir mais dinheiro, tê-lo-á: o Governo não hesitará em transferir a sua quota-parte do risco, minimizando os custos políticos da sua incompetência, financiando-a com dinheiro de todos os contribuintes. O modelo de parcerias público-privadas tem invariavelmente os mesmos ganhadores e perdedores garantidos à partida. É o melhor modelo para quem sempre ganha, é o pior modelo para quem sempre paga. Nós, os que votamos e os que não votamos nos partidos que o têm implementado e vendido como uma opção apenas com vantagens: PS, PSD e CDS-PP.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Meio aplauso
No entanto, este é apenas mais um caso de um privado a quem, seguindo o mito do “o privado é mais eficiente”, foi confiado um serviço público. Voltou a não resultar. , Naturalmente, por ser privado, a prioridade foi o lucro e não a qualidade do serviço, sacrificada que foi à contenção de custos com o pessoal que seria necessário para o fornecer nas condições acordadas. Ana Jorge apontou o dedo à linha Saúde 24, não ao modelo de parcerias público-privadas, tão do agrado de PS, PSD e das respectivas clientelas, que fez nascer a empresa que gere o serviço e toda uma classe de "empreendedores" que vivem à sombra do Estado e do que vai pingando das relações que mantêm com o poder. E uma coisa é o dono confrontar o pastor com a falta de algumas das ovelhas que lhe confiou, outra, muito diferente, é admitir clara e inequivocamente que não é lá muito boa ideia colocar o lobo a guardar o rebanho. Nunca resulta. Voltarão a faltar ovelhas.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009
De regresso
Começando pelo deserto PSD, e passando ao largo de toda a poeira que a liderança do partido se esforça em levantar para ofuscar a sua aridez, por estes dias foram divulgadas as listas de candidatos a deputados. A oposição interna foi silenciada, com Passos Coelho, Miguel Relvas e outros nomes a verem-se completamente arredados da sua composição. Em seu lugar, espelho do que é o actual PSD, surgiram nomes como os dos arguidos António Preto e Helena Lopes da Costa e os dos filhinhos de autarcas como Luís Filipe Menezes e Bernardino Vasconcelos (8º e 16º lugar no círculo do Porto), de Fernando Reis (4º por Braga) e de Carlos Encarnação (4º por Coimbra). Ser arguido ou familiar de alguém do partido são predicados bastante apreciados na escolha dos candidatos a deputados do PSD.
Passando às tempestades PS, nas últimas semanas ganharam visibilidade várias bonanças que os socialistas souberam garantir. Na tempestade que urdiram contra os funcionários públicos, que viram as suas carreiras desmanteladas, a periodicidade das suas promoções aumentada de um mínimo de 4 para 10 anos e os acréscimos remuneratórios correspondentes bastante reduzidos, o pessoal dirigente, que, tal como antes, continua maioritariamente a ser nomeado pelo critério da cor do cartão partidário, mantém também a promoção automática de 3 em 3 anos, um privilégio que foi falsamente apontado aos funcionários seus subordinados com bastante insistência pela propaganda do Governo.
- «1. Quais os requisitos exigidos para a alteração de posicionamento remuneratório ao abrigo do estatuto do pessoal dirigente?
O exercício continuado de cargos dirigentes por períodos de 3 anos, em comissão de serviço, em substituição ou em gestão corrente, confere ao respectivo titular o direito à alteração para a ou as posições remuneratórias imediatamente seguintes à da respectiva carreira/categoria de origem.
2. A aplicação do direito à alteração de posicionamento remuneratório depende de avaliação de desempenho?
Não. A aplicação deste direito, não depende de avaliação desempenho correspondente.
3. A quantas alterações de posicionamento dá direito o exercício continuado de cargos dirigentes por um período de 3 anos?
A cada período de três anos corresponde uma alteração.» Ler mais.
Para terminar, porque este regresso já se alongou mais do que queria, Portugal tem menos 151,9 mil pessoas empregadas do que há um ano atrás e mais 97,8 mil desempregados. Isto significa que a população activa diminuiu em cerca de 52 mil pessoas. Há também mais 80 mil inactivos que em 2008. A taxa de inactividade é agora de 38,1%, a proporção mais elevada desde o início de 2005. Muitos portugueses optam por pedir a reforma antecipada, frequentemente para evitar o desemprego. E o número de desempregados sem direito a qualquer apoio do Estado está a crescer ao dobro do ritmo do desemprego. Em Maio registou-se uma subida de 53% em comparação com o ano anterior, mesmo sem contar com os jovens à procura do primeiro emprego. Os dados do governo que se negou a estender a protecção social no desemprego mostram que esse aumento começou três meses antes do boom. A passividade da reacção aos dados de que dispunham demonstra a sua vocação inequívoca para tempestades perfeitas bem diferentes do enriquecimento tranquilo que vai proporcionando às suas clientelas. Some things never change. Irei regressando.
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
Da rentabilidade do regime
Em apenas uma semana, o valor dos rendimentos líquidos dos accionistas da Liscont com o negócio dos contentores passou de 4,2 milhões de euros para 7,4 milhões de euros, refere o relatório do Tribunal de Contas. No parlamento o PS optou pelo silêncio, depois da intervenção da deputada do Bloco Helena Pinto, que classificou o negócio do Estado com a empresa do grupo Mota-Engil de "escândalo nacional".
O aumento súbito dos rendimentos da Liscont com o a prorrogação da exploração do Terminal de Alcântara deveu-se, segundo o Tribunal de Contas, às alterações à Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) accionista, que passou de 12,9% no dia 13 de Outubro de 2008 para 13,78% a 20 de Outubro, dia da assinatura do contrato, o que implica um acréscimo de 3,2 milhões de euros nos lucros da Liscont. Ler mais.
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terça-feira, 21 de julho de 2009
Mais um grande negócio
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sexta-feira, 17 de julho de 2009
Competência e seriedade Dupond PSD
Etiquetas: Manuela Ferreira Leite, Negociatas, PSD
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Dupont PS e Dupond PSD
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domingo, 12 de julho de 2009
Costa, Coelho, Júdice & CO
O Ministério Público deverá lançar uma investigação à extensão do contrato de exploração do Terminal de Contentores de Alcântara, concedida à Liscont pelo Ministério das Obras Públicas.
Em causa está o Memorando de Entendimento que Mário Lino assinou a 28 de Abril de 2008, concedendo a extensão do contrato de exploração à Liscont por mais 27 anos. O negócio da Administração do Porto de Lisboa (APL) com a Liscont, firma do Grupo Mota-Engil – dirigida pelo socialista Jorge Coelho desde Maio de 2008 - terá sido feito sem concurso público e com base em projecções económicas duvidosas.
O relatório preliminar de uma auditoria do Tribunal de Contas, que deverá ser enviada para o Ministério Público, constata que o interesse do Estado não foi salvaguardado. (Público)
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sábado, 11 de julho de 2009
Mercado de esquerda
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Certeza sistémica
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quarta-feira, 8 de julho de 2009
Um freeport do nosso futuro
Recorde-se que a construção do futuro Hospital de Braga, que começou há cerca de seis meses, está a ser feita no âmbito de uma parceria público-privada com a José de Mello Saúde, que estará 10 anos à frente da gestão administrativa daquela unidade de saúde e 30 anos na sua manutenção. Curiosamente, a decisão de avançar para esta parceria público-privada foi tomada pelo Ministério de Ana Jorge na mesma semana que terminou a gestão do Grupo Mello no Hospital Amadora-Sintra, depois de 13 anos de escândalos e má gestão.
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quarta-feira, 1 de julho de 2009
O conselheiro arguido
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Zangam-se as comadres
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segunda-feira, 29 de junho de 2009
Estabilidade em maioria absoluta
O Instituto da Construção e Imobiliário (InCI), organismo público que elaborou o Código dos Contratos Públicos "em nome da transparência e do rigor no uso dos dinheiros públicos", entregou o desenvolvimento do portal para a transparência nas obras públicas à Microsoft, que até à data era consultora do Ministério das Obras Públicas e colaborou com a secretaria de Estado na preparação das portarias que vieram regulamentar o diploma. Um ajuste directo ao abrigo de uma "urgência imperiosa de serviço", o regime excepcional que lhe daria enquadramento legal, mas que não faz qualquer sentido porque o organismo em causa tem toda a autonomia para fixar os prazos que bem lhe aprouverem. Se sobre transparência estamos conversados, sobre rigor, o outro objectivo da alteração legislativa que deu origem ao contrato em questão, a sua execução já apresenta derrapagens significativas.
Sobre o conceito de “urgência imperiosa de serviço” do actual Governo, ler também aqui.
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sábado, 27 de junho de 2009
Credibilidade em tempos de Sócrates
Começou por ser considerado assunto “de mercado”, como tal, questão na qual o Governo não deveria intervir. Depois, gerou burburinho tal que forçou o Governo a promovê-lo a assunto de “Estado” e a vetar o assunto de mercado, a bem da sua própria credibilidade, um critério perfeitamente normal em qualquer mercado que não o seja. E, finalmente, foi a credibilidade desse Governo, já há muito a morar nas ruas da amargura, a apresentar o seu atestado de residência: o Governo sabia do interesse da PT na Media capital desde o início do ano. Comprovadamente, a existência de uma maioria absoluta não resulta obrigatoriamente em estabilidade.
Etiquetas: José Sócrates, Negociatas, Socialismo-reformista, tentações autoritárias, trapalhadas
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