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quarta-feira, 15 de abril de 2009

De camarote, a ver o circo a arder

A Europa teme um aumento ainda maior do desemprego. A produção industrial norte-americana caiu 1,5%, quase o dobro da quebra esperada de 0,9%. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) baixou hoje novamente a sua previsão de procura de crude para 2009, admitindo uma quebra de 1,6% relativamente ao consumo verificado em 2008. Até a China verifica o ritmo mais fraco de crescimento da sua economia dos últimos 17 anos. E como é que o Governo português reage à conjugação de todos estes dados negativos com a previsão de recuo do PIB português de 3,5% anunciada ontem pelo Banco de Portugal? Responde o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos: "não estou a ver necessidade de rectificação [orçamental], temos vindo a gastar os dinheiros dentro das margens permitidas pelo Orçamento, não atingimos qualquer situação de descontrolo de gasto público que suscitasse qualquer rectificação dessa natureza". O OE 2009, recorde-se, foi elaborado para um cenário macroeconómico de crescimento de 0,6%. Para quem insiste em continuar a ver o circo a arder de braços cruzados, continua a servir perfeitamente, 4,1% abaixo das previsões que inicialmente serviram de base à sua elaboração e 4,8% abaixo das previsões inscritas na emenda ao soneto inicial. Um excerto desse debate parlamentar pode ser visto aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

PS: Polícia Sócrates

Com a nova Lei de Segurança Interna, que o PS aprovou sozinho sem os votos de Manuel Alegre e Teresa Alegre Portugal, os Governos passam a ter ao seu serviço um secretário-geral de segurança com poderes na área da investigação criminal. É um caminho perigoso: o Governo, este ou outro qualquer, passa a poder interferir directamente no que se investigue ou deixe de investigar, até aqui competência exclusiva do Ministério Público. A separação de poderes deixa de ser empecilho para que governantes menos escrupulosos caiam na tentação de colocar as polícias ao seu serviço.