sexta-feira, 28 de agosto de 2009
A cor da moda é negro quase optimista
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quinta-feira, 16 de julho de 2009
O Estado mínimo, mas "de esquerda"
«Esses que querem reduzir o Estado ao mínimo não aprenderam nada com a actual crise, nem com a governação que fizeram há quatro anos", disse José Sócrates, insistindo que o programa político da "Direita" "é um exercício de negativismo": "só dizem aquilo que não querem", sem apresentar propostas. Sem concretizar, o primeiro-ministro lançou duas ideias: reforço do programa Erasmus e dos estágios na função pública.»
«E para alcançar os seus objectivos, José Sócrates foi claro ao referir que o quer fazer com todos e não deixando ninguém de fora. "O PS quer um país moderno, tem essa ambição da mudança, da transformação, de andar para a frente e avançar. Mas queremos fazê-lo com toda a gente a bordo, não queremos deixar ninguém na beira da estrada, não queremos deixar ninguém para trás", concluiu.»
»
«A revolta dos trabalhadores tem por origem a extinção e passagem do Arsenal do Alfeite a sociedade anónima, afastando trabalhadores e obrigando os que forem escolhidos para a nova empresa a assinar um contrato individual, perdendo os direitos que tinham. Em declarações à Lusa, Carlos Godinho acrescenta que "os trabalhadores estão a ser ameaçados": "Estão a pressionar-nos para que assinemos o contrato ou, chegando a 1 de Setembro, passaremos todos para mobilidade especial do Estado".»
«Uma bolseira da Fundação para a Ciência e Tecnologia acampou durante a noite desta quarta feira em frente às instalações desta instituição, em Lisboa, em protesto contra o atraso no pagamento da bolsa de estudos de que é beneficiária. Alexandra Sá Pinto devia ter começado a receber uma bolsa em Janeiro mas até agora nada recebeu. »
«Trabalhadores do Ministério da Agricultura colocados na «mobilidade especial» realizam hoje uma vigília na Praça do Comércio, em Lisboa, para exigirem a recolocação imediata. (…) Na conferência de imprensa de dia 9, a FNSFP/CGTP-IN anunciou esta acção, que decorre a partir das 14.30 horas, e alertou para a situação em que se encontram cerca de 1200 trabalhadores. Atirados para a situação de «mobilidade especial», muitos destes funcionários, mesmo depois de ter havido tribunais a dar razão a providências cautelares interpostas pela federação sindical, não foram reintegrados e estão numa «degradante situação económica e social». «Muitos deles estão a receber menos do que o salário mínimo». «Vi, recentemente, recibos de vencimentos, mesmo com o subsídio de férias incluído, que não chegam ao salário mínimo nacional», revelou a dirigente sindical, salientando a cada vez mais urgente necessidade de estes trabalhadores serem «recolocados nos postos de trabalho, de onde foram afastados e onde fazem falta, sem quaisquer perdas de direitos».»
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Governar para a "excelência"
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terça-feira, 23 de junho de 2009
Matemática "na boa" (continuação)
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
Matemática "na boa"
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quinta-feira, 18 de junho de 2009
A medida da degradação da Escola Pública
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
Projectos de resposta à crise
O ministro das Obras Públicas e Transportes não tem a certeza quanto à data de início do apregoado e invisível combate à crise que, na estratégia de elefantes brancos do actual Governo, tem na construção do TGV um dos seus pilares mais grossos: segundo Mário Lino, o primeiro troço, entre Lisboa e a fronteira, que ligará a Madrid, tanto poderá ser adjudicado antes como depois das eleições de Outubro. Para além disso, a comissão de avaliação das duas propostas para a ligação Poceirão-Caia, entregues no passado dia 1 de Junho, apenas deverá apresentar as suas conclusões em Julho. Finalmente, a lei de bases do contrato de concessão do projecto de alta velocidade, que apenas deverá estar concluído até ao final do ano, poderá ser retardada por novo veto presidencial. Apesar de todas estas condicionantes, às quais se junta a incógnita de vitória ou derrota do PS nas próximas eleições, não custou absolutamente nada a Mário Lino garantir hoje que o Governo irá cumprir o calendário decidido para o projecto. Há que demonstrar firmeza, nem que seja só a fingir. Com 700 mil desempregados à espera de uma resposta política. E, sublinhemo-lo bem, a queda do emprego em Portugal no primeiro trimestre de 2009 foi de 1,2 por cento face ao último trimestre de 2008, 50 por cento superior a uma média europeia que, ela própria, registou quedas record, quer em cadeia, quer em termos homólogos. É obra. Os optimistas também não estão a criar empregos.
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domingo, 17 de maio de 2009
De verde para branco: o "empreendedorismo" socrático
a) fazemos contrato com o Estado, como trabalhador por conta de outrém, na condição de aceitarmos leccionar 132 horas de aulas por ano (sem possibilidade de acumulação em diversas escolas);
B) transferirmos o nosso regime de recibos verdes – como trabalhadores independentes – para o regime a facturas – como empresa em nome individual, e nesta condição não temos limite de horas a leccionar, podendo fazer acumulação com outras escolas.
A realidade é que não podemos aceitar a primeira proposta pois não permite receber sequer o ordenado mínimo nacional, em alternativa passamos de precários para precários, de verde para branco, sendo que o próprio governo contorna as leis que cria e não temos grandes hipóteses de escolha, pois as escolas estão a propor a transferência para empresa em nome individual. Com esta medida o governo pode afirmar que acabou com os recibos verdes e que haverá um admirável crescimento de empresas, mas os precários continuarão precários!» - retirado daqui.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Tudo perfeitamente normal
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Deixem-nos trabalhar
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terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Planificação da fúria inauguradeira
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Da carne e da pele
O que a senhora ministra não disse é que, neste conceito de “bom serviço”, o atendimento é feito, no máximo, e aconteça o que acontecer, em 10 minutos. Também não disse que oito enfermeiros foram despedidos porque se recusavam a desligar as chamadas no final desse tempo, fixado através de critérios mercantis pela administração da empresa concessionária do serviço, a LCS, do grupo Caixa Geral de Depósitos, sempre que estivesse em causa a qualidade do atendimento imposto pelos seus padrões de ética profissional. E tão pouco que as “melhorias” do serviço passam pelo objectivo, já expresso pela administração, de encurtar o tempo de atendimento para 9 minutos.
Quando as políticas não dão para mais que mercantilizar a Saúde e mercenarizar os seus profissionais, não resta outra ao responsável político pela sua condução que tentar disfarçar os problemas que vão aparecendo nos talhos que dirija. Com ternura. A ternura é muito importante para dirigir uma cadeia de talhos. Todos se lembrarão do que aconteceu a Correia de Campos. Nas políticas pouco diferia de Ana Jorge. Mas, como não era lá muito ternurento, fizeram dele carne picada. Ana Jorge aprendeu bem a lição. Há que perceber de carne, mas também de salvar a pele. Ela é uma querida.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Acabou a gripe
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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Um sucesso de vendas
A produção industrial do Japão caiu 8,1 por cento em Novembro relativamente a Outubro, a maior queda jamais registada, ilustrando a regressão das exportações nipónicas devido à crise económica mundial, anunciou hoje o Governo japonês.
Por cá, quem trabalhe no sector da indústria sabe que uma grande parte das empresas portuguesas está parada por falta de encomendas. Não obstante, e com a certeza de que o Governo detém esta informação, José Sócrates preferiu fazer um discurso de Natal “pela positiva”, enumerando todos os feitos e não feitos da sua governação. É “o segredo”, por J. S. Pinto de Sousa. Um sucesso de vendas.
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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Cosmética de uma reforma de coisa nenhuma
a) Esta apreciação refere-se aos dados na óptica de contabilidade pública (ou de caixa), não fazendo, porém, qualquer consideração sobre as contas públicas na óptica da contabilidade nacional - a que interessa a Bruxelas - porque o TC não tem competência para se pronunciar sobre as contas públicas nessa óptica. O Governo costuma esquivar-se às suas responsabilidades por aqui.
b) Défice de 2,9% (e não de 2,6%) - Segundo o parecer da Conta Geral do Estado sobre 2007, as receitas entradas naquele ano atingiram 51.371,3 milhões de euros, 8,7 por cento acima do ano anterior, tendo as despesas ascendido a 56.091,3 milhões de euros, mais 4,9 que no ano anterior. O défice na óptica de caixa ficou em 2,9 por cento do produto interno bruto.
c) Falta de fiabilidade: quanto às deficiências detectadas, o parecer da CGE para 2007 refere que o Plano Oficial de Contabilidade Pública (POCP), aprovado em 1997, "continuava por implementar na maior parte dos organismos públicos" e o regime de tesouraria do Estado, aprovado em 1999, "continua a não ser cumprido por todos os organismos". Para se ter uma ideia da gravidade desta constatação do TC, Se uma empresa fizesse o mesmo e não aplicasse o POC, tal seria forte indício de ocultação e fuga ao fisco e, com toda a certeza, seria multada. Além disso, o TC refere que "as deficiências detectadas no sistema de controlo interno" das contas do Estado "têm como consequência não ser possível garantir que o valor da receita orçamental efectivamente obtida corresponda ao inscrito na Conta Geral do Estado de 2007".
d) Futuro hipotecado: também o pagamento de despesas sem que esteja prevista verba para esse efeito merece reparo do tribunal. "A assunção de encargos sem dotação orçamental suficiente manteve-se em 2007, tendo continuado a transitar para o ano seguinte elevados montantes de encargos vencidos", o que põe em causa a "fiabilidade da Conta". Problemas nos valores do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) são outras das deficiências enumeradas.
e) Contabilidade criativa e os mistérios das contas da Segurança Social: "a conta consolidada do Estado e, incluindo a da Segurança Social, continua a apresentar deficiências assinaladas em anteriores pareceres, de que se destaca a elevada dimensão financeira dos ajustamentos efectuados na sua elaboração, em resultado de erros significativos na classificação económica das receitas e despesas dos vários subsectores", refere ainda o parecer da Conta Geral do Estado de 2007.
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Camuflagem a preços simbólicos
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O OE da fantasia e dos mais necessitados
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sábado, 22 de novembro de 2008
"Bons resultados" em socratês técnico
«O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que os portugueses começam a ver os bons resultados da reforma efectuada na saúde e que "tanta incompreensão e obstáculos teve de enfrentar".» – Sábado, 22 de Novembro de 2008Melhorias na qualidade dos serviços prestados
«Em 2006 ocupávamos o 16º lugar, em 2007 caímos para o 19º e em 2008 afundámo-nos para a 26º posição da lista de classificação dos sistemas de cuidados de saúde da "Health Consumer Powerhouse", uma organização sueca especializada na informação aos consumidores sobre cuidados de saúde. Dos 31 países que a compõem, atrás de Portugal só mesmo a Roménia, Bulgária, Croácia, Macedónia e Letónia.» - 13 de Novembro de 2008
Com redução de custos
«Ontem ficou a saber-se que o Serviço Nacional de Saúde fechou o exercício de 2007 com um buraco acumulado de, pelo menos, 330,1 milhões de euros, o que traduz um agravamento de 154,1 milhões de euros, ou seja de 87,5 %, face ao previsto. .» 14 de Novembro de 2008
E funcionários e utentes felizes
«As comissões de utentes de saúde de Santiago do Cacém, no litoral alentejano, e o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) voltaram esta segunda-feira a protestar contra a «precariedade contratual» dos profissionais de saúde. (…)Em causa está a precariedade dos contratos de 300 trabalhadores do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), entre médicos, enfermeiros e administrativos, além de outros profissionais do Centro de Saúde de Santiago do Cacém.» - 17 de Novembro de 2008
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Aula prática: o Pai Natal não existe
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Eleitoralismo a crédito
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