Ainda no âmbito do ordenamento da esfera socialista, Armando Vara é outro dos treze arguidos neste processo, que conta apenas com um detido, um sucateiro sem dimensão política conhecida. E Vara, Ao contrário de Penedos filho, não sustentou qualquer explicação para repetir a condição de arguido num processo com estas características. Tenho para mim que por “inveja social” ou “campanha negra”, outros dois crimes tão em voga ultimamente, mas não sei ao certo. A Justiça portuguesa anda em processo de aperfeiçoamento permanente. Aliás, como podemos verificar pelas justificações de Paulo Penedos, as leis penais estão sempre a mudar. Claro que nem todos temos Ferraris para poder acompanhar-lhes a pedalada. Mas podemos e devemos confiar em quem pode.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Sem título
Ainda no âmbito do ordenamento da esfera socialista, Armando Vara é outro dos treze arguidos neste processo, que conta apenas com um detido, um sucateiro sem dimensão política conhecida. E Vara, Ao contrário de Penedos filho, não sustentou qualquer explicação para repetir a condição de arguido num processo com estas características. Tenho para mim que por “inveja social” ou “campanha negra”, outros dois crimes tão em voga ultimamente, mas não sei ao certo. A Justiça portuguesa anda em processo de aperfeiçoamento permanente. Aliás, como podemos verificar pelas justificações de Paulo Penedos, as leis penais estão sempre a mudar. Claro que nem todos temos Ferraris para poder acompanhar-lhes a pedalada. Mas podemos e devemos confiar em quem pode.
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, Histórias da nossa terra, Justiça
Empurrado por
Filipe Tourais
2
Puxões e esticões adicionais
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
100% legal
Foi você que votou PS ou PSD?
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O resto é música
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Brincadeiras de mercado
Não é apenas no sector das telecomunicações que andamos a brincar aos mercados. Outros há, como os sectores da energia e dos combustíveis, para dar apenas dois exemplos, em que o enriquecimento proporcionado pelas condições de quase monopólio de que gozam as empresas que neles operam é igual à extorsão parasitária que toda a restante economia é obrigada a suportar.
Hoje, é anunciada a coima que a Autoridade da Concorrência aplicou aos grupos PT e Zon por abuso de posição dominante no “mercado” de acesso à banda larga. Um total de 53,062 milhões de euros que, quer por ser a maior de sempre, quer por ter sido fixada tendo como valor de referência dois por cento do volume de negócios de apenas um ano, quer ainda pelo tempo que tardou a sua aplicação, é um valor bastante inferior a todos os prejuízos que toda a sociedade e toda a economia tiveram que suportar ao longo de todos os anos que duraram os ilícitos agora sancionados.
E haverá vantagens em manter estes monopólios naturais nas mãos de privados? Para os grupos económicos que neles operam e para os partidos que defendem intransigentemente o seu modo de enriquecimento, obviamente que sim. Para uma sociedade que poderia ter melhores Saúde, Educação, Justiça e outros serviços públicos financiados com os seus lucros, para uma economia que se tornaria mais competitiva ao ver-se livre das contribuições que é forçada a fazer para os pecúlios daquelas empresas do regime e para os partidos que, pelos motivos atrás expostos, defendem que estes sectores deveriam estar na esfera pública, obviamente que não. E note-se que nem a primeira é uma inevitabilidade, nem a segunda é uma impossibilidade. O voto traduz escolhas. Tem sido assim porque tem prevalecido a primeira, tem sido essa a vontade expressa dos portugueses. Mas pode e deve mudar. Mudará um dia, quando a maturidade política exigir que uma das questões centrais do debate político seja a de saber quem ganha e quem perde com cada escolha política. Até lá continuaremos a brincar aos mercados. Com a ideia fomentada de que não há alternativas, com as coimas insignificantes com que o poder tenta demonstrar que o mercado vai funcionando e a discutir estirilidades, para que Muitos continuem a dar o que poderia ser seu a um grupo restrito de predestinados para o sucesso.
Etiquetas: CDS-PP, Enriquecer no país do Burro, Não existe oposição?, PS, PSD
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
De regresso
Começando pelo deserto PSD, e passando ao largo de toda a poeira que a liderança do partido se esforça em levantar para ofuscar a sua aridez, por estes dias foram divulgadas as listas de candidatos a deputados. A oposição interna foi silenciada, com Passos Coelho, Miguel Relvas e outros nomes a verem-se completamente arredados da sua composição. Em seu lugar, espelho do que é o actual PSD, surgiram nomes como os dos arguidos António Preto e Helena Lopes da Costa e os dos filhinhos de autarcas como Luís Filipe Menezes e Bernardino Vasconcelos (8º e 16º lugar no círculo do Porto), de Fernando Reis (4º por Braga) e de Carlos Encarnação (4º por Coimbra). Ser arguido ou familiar de alguém do partido são predicados bastante apreciados na escolha dos candidatos a deputados do PSD.
Passando às tempestades PS, nas últimas semanas ganharam visibilidade várias bonanças que os socialistas souberam garantir. Na tempestade que urdiram contra os funcionários públicos, que viram as suas carreiras desmanteladas, a periodicidade das suas promoções aumentada de um mínimo de 4 para 10 anos e os acréscimos remuneratórios correspondentes bastante reduzidos, o pessoal dirigente, que, tal como antes, continua maioritariamente a ser nomeado pelo critério da cor do cartão partidário, mantém também a promoção automática de 3 em 3 anos, um privilégio que foi falsamente apontado aos funcionários seus subordinados com bastante insistência pela propaganda do Governo.
- «1. Quais os requisitos exigidos para a alteração de posicionamento remuneratório ao abrigo do estatuto do pessoal dirigente?
O exercício continuado de cargos dirigentes por períodos de 3 anos, em comissão de serviço, em substituição ou em gestão corrente, confere ao respectivo titular o direito à alteração para a ou as posições remuneratórias imediatamente seguintes à da respectiva carreira/categoria de origem.
2. A aplicação do direito à alteração de posicionamento remuneratório depende de avaliação de desempenho?
Não. A aplicação deste direito, não depende de avaliação desempenho correspondente.
3. A quantas alterações de posicionamento dá direito o exercício continuado de cargos dirigentes por um período de 3 anos?
A cada período de três anos corresponde uma alteração.» Ler mais.
Para terminar, porque este regresso já se alongou mais do que queria, Portugal tem menos 151,9 mil pessoas empregadas do que há um ano atrás e mais 97,8 mil desempregados. Isto significa que a população activa diminuiu em cerca de 52 mil pessoas. Há também mais 80 mil inactivos que em 2008. A taxa de inactividade é agora de 38,1%, a proporção mais elevada desde o início de 2005. Muitos portugueses optam por pedir a reforma antecipada, frequentemente para evitar o desemprego. E o número de desempregados sem direito a qualquer apoio do Estado está a crescer ao dobro do ritmo do desemprego. Em Maio registou-se uma subida de 53% em comparação com o ano anterior, mesmo sem contar com os jovens à procura do primeiro emprego. Os dados do governo que se negou a estender a protecção social no desemprego mostram que esse aumento começou três meses antes do boom. A passividade da reacção aos dados de que dispunham demonstra a sua vocação inequívoca para tempestades perfeitas bem diferentes do enriquecimento tranquilo que vai proporcionando às suas clientelas. Some things never change. Irei regressando.
Etiquetas: Empobrecer no país do Burro, emprego, Enriquecer no país do Burro, Fracasso, Negociatas, Poderosos interesses corporativos, PS, PSD, Uma reforma de coisa nenhuma
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Cauções e coimas: um desfecho preparado
Recupero um post do final do ano passado que me sugere a preparação da situação presente. O valor total das cauções que hoje são notícia quase que superam as coimas que os citados quiseram que tivessem limite máximo e não mínimo, como corresponderia.
PS, PSD e CDS, os três partidos que nos últimos 34 anos se têm revezado no poder, aprovaram na generalidade a proposta de lei do Governo que prevê um agravamento das coimas aplicáveis e das penas de prisão no âmbito do regime sancionatório no sector financeiro em matéria criminal e contra-ordenacional. O diploma estabelece como obrigatório a submissão à assembleia-geral de accionistas da proposta de remuneração dos órgãos de administração das instituições financeiras, aumenta as penas de prisão de três para cinco anos e os limites das coimas elevam-se para um máximo de cinco milhões de euros. Note-se o avanço: para um máximo de 5 milhões de euros. Uma enormidade. Os ex-administradores do BCP, só eles, em indemnizações, prémios e outras prebendas receberam cerca de 400 milhões de euros. O PS, PSD e CDS quiseram limitar o montante de uma muito eventual condenação por crime económico a pouco mais que trocos. O restante continua salvaguardado e os três partidos podem mostrar ao mundo que andam envolvidos num combate sem tréguas contra um tipo de criminalidade que tem aparecido bastante nas televisões e imprensa em geral.
Só mais um detalhe: graças à reforma penal que entrou em vigor em 15 de Setembro de 2007, aprovada pelos mesmos partidos, as penas de prisão até 5 anos podem ser suspensas e muito raramente chegam a ser efectivas. (O país do Burro, 12 de Dezembro de 2008
Etiquetas: CDS-PP, Enriquecer no país do Burro, Justiça, PS, PSD
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Nem supervisão, nem Justiça
A República do consenso
Hoje de manhã, na rádio pública, ouvia aquele que paradoxalmente é simultaneamente um dos comentadores mais convidado para opinar sobre actualidade no país e um dos empresários do regime que melhor aproveita as oportunidades que o poder político lhe vai oferecendo. Seria, por isso, pela carga de interesses pessoais que contém tudo o que diz, uma opinião a ouvir com o maior cuidado. Mas não. O que diz José Miguel Júdice é servido como neutro.
Deixando estas considerações de parte, o que é relevante para a questão que pretendo aflorar é que falava sobre o TGV e sobre o manifesto dos 28 magníficos, cuja opinião é tão independente como a do próprio e coincidente com o modelo de Estado mínimo que defende. Sustentava, o douto, que o Governo deveria contratar meia dúzia de especialistas nacionais e internacionais para juntos decidirem sobre a realização ou não do projecto. Foram estes senhores aqueles que, desde o início, mais efusivamente aplaudiram as reformas da Administração Pública que, entre outros efeitos “benéficos”, despojaram o Estado de funcionários na área inspectiva capazes de assegurar o interesse público e simplificaram a burocracia que limitava os seus interesses. O Tribunal de Contas tem-se referido insistentemente aos efeitos destas duas cruzadas: uma sangria de milhares de milhões de euros que correram para as contas de “poderosos interesses corporativos” que só não o são porque são os seus (ler, por exemplo, aqui e aqui). São agora os mesmos que defendem um tipo de governação refém de “especialistas” merecedores do mais amplo consenso. O seu. Não vão a votos, mas mandam.
- Depois de escrever o que podem ler acima, reparei num post de Miguel Portas sobre outro opinador de serviço “independente” e o seu artigo em defesa do manifesto dos 28. Termina assim: “Eles são, de facto, os rostos económicos da elite nacional. A pergunta é: ganhámos muito com ela?”
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, País do Burro, Regime
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Bendita rotina
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, Justiça, Socialismo-reformista
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
O desejado "mercado"
Notícia via Ondas 3.
Etiquetas: Água, Clientelas, Enriquecer no país do Burro, Negociatas, País do Burro, Pensamento do dia, Rentismo
Empurrado por
Filipe Tourais
1 Puxões e esticões adicionais
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Desta vez dava nas vistas
O primeiro-ministro afirmou hoje que a solução apresentada pelo Governo para o Banco Privado Português (BPP) foi desenhada "em nome dos interesses dos contribuintes". Referia-se, obviamente, à decisão de ontem. Não aos 450 milhões em garantias que o Estado ofereceu para salvar um banco que já se sabia falido e que agora, quando for declarada a falência, serão perdidos. Não às obras de arte que eram património do BPP e que foram sobrevalorizadas para poderem servir de garantia real à operação anterior. Talvez se referisse ao interesse de alguns contribuintes especialíssimos que beneficiaram das duas operações anteriores. Mas seguramente que não pode estar a falar do interesse de todos os contribuintes que as pagaram, tal como pagaram os 2,55 mil milhões do buraco financeiro do BPN. Sócrates gosta de fazer e depois dizer assim umas coisas para regatear o preço que, mais cedo ou mais tarde, sabe que pagará em votos. Dizer não lhe custa um cêntimo. E, enquanto se diverte com o seu jogo, todas estas barracadas que foi e vai alimentando ficam por conta dos portugueses.
Etiquetas: artes cénicas, Enriquecer no país do Burro, José Sócrates, Negociatas
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
terça-feira, 9 de junho de 2009
Reticências
Se, tal como aparentemente parece que acontecerá, o Governo desta vez não puser os contribuintes a pagar os prejuízos resultantes de actos de delinquência banqueira, é de louvar a decisão de hoje: não faz sentido que os clientes do BPP que, graças a uma escolha com riscos – – da sua exclusiva responsabilidade, beneficiaram durante anos a fio de rendimentos que resultaram dessa delinquência, venham agora exigir aos restantes contribuintes, que nada lucraram e que nada têm que ver com os seus apetites especulativos, que lhes suportem os prejuízos. Custa-me a acreditar que a substituição de títulos se faça sem custos financeiros que, naturalmente, alguém terá que suportar. Seja como for, admitindo que não será novamente o estado o feliz contemplado, os clientes do BPP poderão agora invocar a violação do princípio da igualdade de tratamento que está consagrado na nossa Constituição. O tratamento que o Governo Sócrates lhes dispensou não foi igual ao que dispensou aos clientes do BPN, cujo amontoado de ilícitos, até agora estimado em 2,55 mil milhões de euros, o Governo colocou ao encargo dos contribuintes portugueses.
Etiquetas: BPP, Enriquecer no país do Burro, Socialismo-reformista
Empurrado por
Filipe Tourais
6
Puxões e esticões adicionais
segunda-feira, 8 de junho de 2009
A razão da demora
Etiquetas: Dias Loureiro, Enriquecer no país do Burro, Histórias da nossa terra
Empurrado por
Filipe Tourais
11
Puxões e esticões adicionais
terça-feira, 2 de junho de 2009
Afinal, havia era falta de pessoal
Alguns dos negócios e decisões mais brilhantes da actual comissão executiva poderão ser recordados aqui.
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, Negociatas, Socialismo-reformista, Tachos, TAP
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
Um ministro bastante caro
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, Fracasso, Negociatas, Socialismo-reformista, Teixeira dos Santos
Empurrado por
Filipe Tourais
1 Puxões e esticões adicionais
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Quanto pagámos pelo Banco Sócrates

Etiquetas: BPN, Empobrecer no país do Burro, Enriquecer no país do Burro, Socialismo-reformista
Empurrado por
Filipe Tourais
7
Puxões e esticões adicionais
sábado, 30 de maio de 2009
Ligações especiais
Etiquetas: BPN, Cavaco Silva, Enriquecer no país do Burro, Estes tipos são de partir o ôco a rir, Negociatas
Empurrado por
Filipe Tourais
0
Puxões e esticões adicionais
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Antes que isto dê Freeport
Etiquetas: BPN, Enriquecer no país do Burro, Freeport, PS, PSD
Empurrado por
Filipe Tourais
1 Puxões e esticões adicionais
terça-feira, 26 de maio de 2009
Quem quiser colaborar com a fraude que se oponha
Etiquetas: Enriquecer no país do Burro, impunidade, Poderosos interesses corporativos, PS, PSD, Socialismo-reformista
Empurrado por
Filipe Tourais
1 Puxões e esticões adicionais


