quinta-feira, 4 de junho de 2009
"Assuntos internos" e comércio livre
Etiquetas: China, Comércio Internacional, Direitos Humanos, Direitos Laborais, neoliberalismo
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
E agora, os nossos compromissos publicitários
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Teste
terça-feira, 29 de julho de 2008
Jogos Coca Cola 2008: o fim do espírito olímpico
Ao contrário do acordado para que os Jogos Olímpicos se realizassem na China, nos últimos meses, acrescenta o documento, o regime comunista reforçou a perseguição a jornalistas, advogados e activistas para “silenciar os dissidentes” à medida que a atenção internacional se centrava na China e, em alguns casos, as autoridades chegaram mesmo a intimidar as famílias dos opositores.
A Amnistia Internacional não poupa também o COI, a quem acusa de incapacidade para forçar Pequim a cumprir o caderno de encargos que assumiu em 2001, “passando a mensagem de que é aceitável um Governo organizar os Jogos Olímpicos numa atmosfera caracterizada pela repressão e perseguição”.
“A menos que se assista a uma mudança radical da parte das autoridades chinesas, a herança dos Jogos não será positiva para os direitos humanos na China”, avisa a organização, que repete o apelo para que o COI e a comunidade internacional convençam Pequim a adoptar medidas rápidas para salvar a face. (continuar a ler aqui)
Prossegue uma campanha de boicote ao consumo de produtos das marcas patrocinadoras oficiais dos Jogos Olímpicos 2008.
Etiquetas: China, Direitos Humanos, Olimpíadas 2008
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segunda-feira, 24 de março de 2008
Dos Jogos da Vergonha
Queremos Direitos Humanos, não Jogos Olímpicos" foi o título da carta aberta que Yang Chunlin conseguiu que 10 mil pessoas assinassem, depois de colaborar com um grupo de campesinos que protestavam pela expropriação das suas terras, uma prática recorrente na China. Após um período desde Julho passado em que foi torturado e obrigado a permanecer amarrado a uma cama 24 sobre 24 horas, foi hoje sentenciado a cinco anos de prisão sob a acusação de incitar à subversão e manchar a imagem do país. (via El País)
Etiquetas: China, Direitos Humanos, Negócio, Olimpíadas 2008
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domingo, 16 de março de 2008
Um povo sem país
Quatro dias após a administração Bush ter retirado a China da sua lista dos piores violadores de direitos do Homem e depois das dezenas de mortos dos últimos 4 dias, o Dalai Lama deu uma entrevista à BBC onde denunciou o genocídio cultural que está em curso no Tibete e apelou a uma investigação internacional independente sobre o que se está a passar naquele território ocupado pela China desde 1959.
“Team Tibet” (2007), o documentário que escolhemos para ilustrar este post, retrata um genocídio que não é apenas cultural. Fala de uma realidade escondida de atropelo quotidiano de direitos humanos e de uma opressão vendida aos negócios. De um povo encarcerado no seu país que não estará na festa das olimpíadas chinesas: ao contrário dos outros povos, que estarão em representação dos seus países, os tibetanos não foram convidados. Os tibetanos não têm país.
Etiquetas: China, Direitos Humanos, Olimpíadas 2008, Tibete
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
O terror da paternidade
Etiquetas: China, Liberdades individuais, terror
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segunda-feira, 10 de setembro de 2007
A vingança do chinês
«Para Luís Amado são "óbvias" as razões que levam o Governo português e o Presidente da República a não receberem oficialmente o Dalai Lama, Prémio Nobel da Paz, na sua segunda visita a Portugal. Luís Amado não se refere, claro está, às razões de agenda evocadas por José Sócrates ou Cavaco Silva. Fala das razões políticas e económicas que estão na base desta indisponibilidade. (…) Uma questão completamente diferente é a das lojas chinesas que Maria José Nogueira Pinto quer retirar da Baixa de Lisboa. (…)»
Em vez da imposição de regras, como o respeito pelos mais elementares direitos humanos, laborais e ambientais, a ue preferiu vergar-se aos interesses das grandes multinacionais que operam em países como China e Índia, utilizando, para consumo doméstico, um discurso cheio de chavões como “competitividade”, “flexibilização” e “contenção salarial”. Os efeitos da abertura dos mercados fizeram-se sentir de forma diferenciada, consoante o grau de especialização tecnológica e solidez das economias.
Portugal, frágil, estrebuchou. Com a globalização sem regras vieram o desemprego, a precarização no mundo do trabalho, a perda de poder de compra dos portugueses e, com eles, o encerramento de fábricas e lojas. Estas, em menor número, concentraram-se em grandes catedrais de consumo e, nas baixas das cidades de todo o país, assistiu-se a um fenómeno de substituição de representações de grandes marcas por lojas que comercializam produtos de baixo valor, ao alcance de todas as bolsas mas que só contentam quem aufere rendimentos baixos.
É este segmento de mercado, liderado por chineses e indianos, com produtos importados directamente dos seus países de origem, que envergonha agora toda uma classe que se vergou ao peso económico do gigante chinês. É esta exposição de pobreza e empobrecimento crescente do país e a ausência do glamour das grandes marcas e dos produtos de luxo com que terão que conviver e, pior que tudo, que verão os convidados ilustres, ricos, congéneres dos nossos governantes bem vestidos, em contraste com a boa marca das suas fatiotas e carros. Uma cópia à escala da realidade dos países de ilustres convidados e sempre bem-vindos como os ditadores José Eduardo dos santos, Robert Mugabe ou Ben Ali, só para dar três exemplos que, como pode ver-se, contrastam com o mal-vindo Dalai Lama.
De súbito aparece em cena Maria José Nogueira Pinto, que tenta, por todos os meios, varrer a vergonha para debaixo do tapete, da nobre baixa para o Martim Moniz. Tarefa possível numa China com regras muito próprias, mas impossível num espaço com regras próprias de um Estado de Direito, aquelas que a Europa não exigiu aos chineses: leis específicas “para lojas chinesas” são xenófobas, proibidas, para horror dos convidados e vergonha dos anfitriões. Quiseram os chineses, eles aí estão. Ricos ou pobres, todos sentiremos a sua presença. Será a célebre "vingança do chinês"?
Etiquetas: China, Diplomacia, ética dos 300, política dos 300, Portugal
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quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Um alerta para o Mundo
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terça-feira, 7 de agosto de 2007
Proibido reencarnar
Coca-Cola 2008
Directamente relacionado com a construção das infra-estruturas necessárias para os Jogos, o governo chinês tem procedido à deslocação forçada de dezenas de milhares de habitantes de Pequim, arrasando quarteirões inteiros da capital e recorrendo a mão-de-obra migrante, forçada a trabalhar em condições que desrespeitam todas as regras das convenções internacionais de direitos humanos e de direitos do trabalho. O relatório da AI critica ainda a relutância do Comité Olímpico Internacional em adoptar uma atitude mais activa na questão dos direitos humanos à medida que se aproximam as Olimpíadas e acentua que as violações dos direitos humanos que sucedem na China representam uma afronta a princípios fundamentais da Carta Olímpica relativos à preservação da dignidade humana e ao respeito por princípios éticos fundamentais de carácter universal. Sem o respeito por tais princípios, as olimpíadas perdem a sua razão de ser. Como uns quaisquer jogos Coca-Cola, quando terminarem, os Jogos Olímpicos de 2008 arriscam-se a deixar atrás de si na China pouco mais que latas vazias e uma sensação intensa de impunidade à escala mundial.
Etiquetas: AI, China, Direitos Humanos, HRW, Mundo, Olimpíadas 2008
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terça-feira, 17 de julho de 2007
O fantástico sucesso chinês
Fantástico exemplo de sucesso que, dizem-no as regras de ascenção pessoal e do politicamente correcto, não devemos questionar, quer por ser fantástico, quer por ser sucesso: colando-nos a eles o sucesso é um bocadinho nosso também e é bom sermos vistos como alguém de sucesso, fantásticos. Mas…
Questão: quem ganha com o crescimento chinês? Resposta: não é o nível de vida da população chinesa em geral, não são os portugueses, não é a economia portuguesa, não são os cidadãos europeus, nem tão pouco a economia europeia e, menos ainda, o ambiente global. Ganham as multinacionais que operam na China, nas condições de exploração do trabalho e do ambiente que todos conhecemos. Agradecimentos ao proteccionismo dado ao comércio sem regras. Será uma utopia, dessas “utopias estúpidas de esquerda”, exigir regras mínimas de concorrência no comércio mundial?
Etiquetas: China, Comércio mundial, Globalização
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sexta-feira, 6 de julho de 2007
O milagre chinês
Etiquetas: China, competitividade, diplomacia europeia, escravatura, hipocrisia neo-liberal, Interesses instalados
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segunda-feira, 25 de junho de 2007
Escravos? Calma! Nós flexibilizamos.
Um relatório da assembleia provincial de Shanxi, no centro do país, citado pela agência noticiosa oficial Nova China, diz que 2.036 das 3.347 empresas investigadas operavam sem licença e usavam 53.036 trabalhadores ilegais vindos de outras províncias da China.
De acordo com os últimos números divulgados, a polícia chinesa libertou perto de 600 pessoas, entre as quais crianças, idosos e deficientes mentais, que tinham sido feitos escravos por empresas no centro do país.»
A Europa responde, sem condenações constrangedoras, em europês ultra-moderno de última geração. Sobre o caso chinês e sobre o modelo de concorrência desleal que dele resulta, nem uma linha.
«Bruxelas, 25 Jun (Lusa) - Flexibilização contratual, formação contínua, políticas orientadas para o mercado de trabalho e modernização dos sistemas de segurança social são as chaves para a aplicação da flexigurança, segundo um documento a adoptar quarta-feira pela Comissão Europeia.»
