terça-feira, 7 de junho de 2016

A "justiça" Garrido


Hoje, no tempo de antena da PAF que interpreta todas as manhãs de duas em duas semanas na rádio pública, a Helena Garrido apresentou-se ao lado dos injustiçados trabalhadores com contrato individual de trabalho da Administração Pública que, segundo ela, não serão abrangidos pela reposição do horário semanal de 35 horas. A justiça Garrido seria, como tal, continuar a obrigar os abusadores a trabalhar mais uma hora por dia sem qualquer acréscimo remuneratório, como fez o anterior Governo, e não pôr toda a gente a trabalhar as 35, alargando a medida também ao sector privado para reduzir o desemprego através da repartição por mais trabalhadores das horas de trabalho que as empresas necessitam para assegurarem o mesmo nível de laboração que asseguram com as 40. Para quem a tenha ouvido, a escolha é simples, ou deixarem-se roer pela inveja que a senhora semeou, porem-se contra os colegas e continuarem a trabalhar as mesmíssimas 40 horas, ou juntarem a sua voz à dos que lutam por um país com melhores condições de vida e trabalho para todos. Tenho pena que na rádio que todos pagamos com os nossos impostos, que deveria observar mínimos de pluralidade, não haja uma voz com o mesmo tempo de antena que dispensam aos catequistas que por lá andam que coloque a questão nestes termos. E seria interessantíssimo que os critérios que presidem à escolha dos deformadores de opinião da RTP fossem tornados públicos. Replicar a contaminação ideológica que os grandes interesses económicos sustentam a expensas próprias através das publicações que detêm é viciar ainda mais um jogo já demasiadamente viciado, precisamente o oposto da razão de ser de um serviço público pago com o dinheiro de todos.

4 comentários:

fb disse...

Para quem a tenha ouvido, a escolha é simples, ou deixarem-se roer pela inveja que a senhora semeou, porem-se contra os colegas e continuarem a trabalhar as mesmíssimas 40 horas, ou juntarem a sua voz à dos que lutam por um país com melhores condições de vida e trabalho para todos.

Manuel Rodrigues disse...

Já não perco o meu tempo a ouvir esta gente.Antes de sbrirem a boquinha já sei o que vão dizer.Perderam toda a vergonha, são assumidamente parciais e eu recuso ouvir e ler o que publicam na imprensa escrita..

antónio david disse...

Semana sim semana não está lá Nicolau Santos, que, felizmente, não tem nada a ver com esta pulha. Também ouvi esta crónica e o que me ocorreu de imediato, a propósito das "preocupações" da senhora no que respeita a desigualdade de horários, foi lembrar-me que esta senhora nunca me manifestou por igual procedimento acontecer com os trabalhadores que são contratados pelas empresas de trabalho temporário.


Anónimo disse...

Esta ha muito que nao me engana,quando abre a boca ja sabemos de que lado esta, do capital claro, oxala nunca passe por certas situacoes, mas so ai sabia dar valor, eu quando ela comeca a falar mudo de canal