sábado, 23 de janeiro de 2016

Sobre um absurdo chamado Europa



Falando em nome de uma Europa que, diz ela, está a perder a paciência, a Ministra do interior austríaca, prontamente secundada pela voz da directora-geral do FMI, defende a “exclusão provisória” da Grécia do espaço Schengen se Atenas não reforçar os seus controlos fronteiriços face à vaga de refugiados que tenta entrar na Europa, a qual, reclamam, faz perigar  a sobrevivência das instituições europeias. É impressionante a quantidade enorme de absurdos que se detectam numa frase tão curta como a anterior. Contemo-los. Em vez de repudiar os excessos anti-democráticos e de exigir recuos a países como a Áustria, a Polónia ou a Hungria, a Europa permite-lhes tudo. Em vez de resolver de uma vez por todas a questão dos refugiados, a Europa vai agravando o problema adiando a resposta que é incapaz de lhe dar. Em vez de ser a Europa a defender as suas instituições à luz do humanismo que sempre caracterizou a matriz de integração europeia, permite que sejam esses países que é incapaz de condenar  a aparecerem, juntamente com a líder de uma organização estranha à UE, no papel de porta-vozes e defensores de instituições europeias que ninguém lhes reconhece, fazendo-o à luz do anti-humanismo xenófobo que lhes é permitido, que agora já exigem seja decalcado pela Grécia, que não pode ter dinheiro para Saúde e para Educação mas tem que arranjá-lo para erguer muros que devolvam os refugiados ao mar que os afogue. Ainda poderíamos acrescentar-lhes mais uns quantos, mas creio que estes já chegam e sobram para concluir que o absurdo é a própria Europa, a moribunda à qual é um absurdo cada vez maior pertencermos. E sobre o absurdo em que nos estamos a tornar voltaremos a conversar um dia destes. O tema regressará muito em breve, no dia em que chegar o veredicto sobre o OE-2016. Não foi por acaso que o calendarizaram para depois de terem garantida a eleição de mais um PR que chame "europeísmo" ao absurdo.

2 comentários:

fb disse...

Falando em nome de uma Europa que, diz ela, está a perder a paciência, a Ministra do interior austríaca, prontamente secundada pela voz da directora-geral do FMI, defende a “exclusão provisória” da Grécia do espaço Schengen se Atenas não reforçar os seus controlos fronteiriços face à vaga de refugiados que tenta entrar na Europa, a qual, reclamam, faz perigar a sobrevivência das instituições europeias. É impressionante a quantidade enorme de absurdos que se detectam numa frase tão curta como a anterior. Contemo-los. Em vez de repudiar os excessos anti-democráticos e de exigir recuos a países como a Áustria, a Polónia ou a Hungria, a Europa permite-lhes tudo. Em vez de resolver de uma vez por todas a questão dos refugiados, a Europa vai agravando o problema adiando a resposta que é incapaz de lhe dar. Em vez de ser a Europa a defender as suas instituições à luz do humanismo que sempre caracterizou a matriz de integração europeia, permite que sejam esses países que é incapaz de condenar a aparecerem, juntamente com a líder de uma organização estranha à UE, no papel de porta-vozes e defensores de instituições europeias que ninguém lhes reconhece, fazendo-o à luz do anti-humanismo xenófobo que lhes é permitido, que agora já exigem seja decalcado pela Grécia, que não pode ter dinheiro para Saúde e para Educação mas tem que arranjá-lo para erguer muros que devolvam os refugiados ao mar que os afogue. Ainda poderíamos acrescentar-lhes mais uns quantos, mas creio que estes já chegam e sobram para concluir que o absurdo é a própria Europa, a moribunda à qual é um absurdo cada vez maior pertencermos, mas sobre o absurdo em que nos estamos a tornar voltaremos a conversar um dia destes. O tema regressará muito em breve, no dia em que chegar o veredicto sobre o OE-2016.

separatista-50-50 disse...

1. TERRAPLANAGEM DE IDENTIDADES
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Os Nazis-Económicos (nazis-made-in-USA) terraplanam Identidades atrás de Identidades Autóctones de forma insaciável...
-» Quando se fala no (legítimo) Direito à Sobrevivência de Identidades Autóctones [nota: Inclusive as de 'baixo rendimento demográfico'... Inclusive as economicamente pouco rentáveis...] nazis-económicos (nazis-made-in-USA) - desde há séculos com a bênção de responsáveis da Igreja Católica - proclamam logo: «a sobrevivência de Identidades Autóctones provoca danos à economia...»
[nota: os nazis-económicos provocaram holocaustos massivos em Identidades Autóctones]
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Ora, de facto:
A elite da finança e das corporações está apostada em destruir a Nações.
Armadilhou o sul da Europa pelo endividamento, quer com a colaboração de políticos medíocres, quer fazendo os estados resgatar com o seu dinheiro a corrupção financeira. Eles querem destruir as soberanias... dividir/dissolver as Identidades para reinar... tudo para criarem uma "massa amorfa" de gente inerte, pobre e escravizada e assim melhor estabelecerem a Nova Ordem Mundial: uma nova ordem a seguir ao caos – uma ORDEM MERCENÁRIA (um Neofeudalismo)... ou seja, a 'Ordem Natural' que emerge de um 'barril de pólvora' (leia-se, o caos organizado pela alta finança).
---» Andam por aí muitas marionetas... cujo trabalhinho é 'cozinhar' as condições que são do interesse da superclasse - alta finança, capital global.



2. SOBREVIVÊNCIA DE IDENTIDADES AUTÓCTONES

Nazismo não é o ser 'alto e louro', bla bla bla,... mas sim... a busca de pretextos com o objectivo de negar o Direito à Sobrevivência de outros.
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Os 'globalization-lovers', UE-lovers e afins... que fiquem na sua... desde que respeitem os Direitos dos outros... e vice-versa!
Existem ´globalization-lovers´... e existem ´globalization-lovers´ nazis (estes buscam pretextos para negar o Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones).
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Uma questão é a ajuda a refugiados... uma outra questão são os NAZIS que usam a questão dos refugiados para propagandear/negar o Direito à Sobrevivência de outros...
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Pelo Direito à Sobrevivência das Identidades Autóctones:
-» http://separatismo--50--50.blogspot.com/