Começo este como terminei o de
ontem, dizendo que o fim de tudo o que não presta não se lamenta e
acrescentando que o problema de pôr um ponto final ao que não serve muitas vezes está no que a
seguir ocupa o seu lugar. A primeira parte da formulação aplica-se inteiramente
à derrota
histórica de ontem do partido de Nicolas Maduro. Os venezuelanos começaram
a dizer adeus a um projecto político que começou bonito, a devolver a Venezuela
ao seu povo, mas terminará exactamente como terminou o regime que substituiu,
com a corrupção a invadir tudo, com a inflação a comer tudo e com as prateleiras dos supermercados com
falta de tudo. E, porque para já a segunda parte fica em aberto, quer porque
Maduro continuará a governar – na Venezuela governa o Presidente, quer porque a coligação que ontem obteve uma
maioria qualificada no Parlamento é composta por muitas e diferentes forças
partidárias, do centro-esquerda à direita mais conservadora, para além do fim
anunciado de um regime apodrecido, podemos comemorar também a vitalidade de uma
democracia à qual os cães de fila – os caniches também – das multinacionais que
antes de Chavez mandavam como queriam na Venezuela passaram os últimos 16 anos a chamar de ditadura.
Se os virem por aí a comemorar, não se esqueçam de recordá-los desse papelinho que
essa rafeirada adoptou como seu cartão de apresentação. Viva a democracia que tais
cromos (ainda?) não sabem o que é.
ANÁLISE DAS CONTAS DO 3º TRIMESTRE DE 2018 DA CGD: Como foram obtidos os resultados positivos de 369 milhões €? Diminuição de trabalhadores e fecho de agências – por EUGÉNIO ROSA
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A QUEBRA CONTINUADA NO CRÉDITO CONCEDIDO ÀS EMPRESAS E ÀS FAMÍLIAS PELA
CGD E DOS DEPÓSITOS DURANTE A ADMINISTRAÇÃO DE PAULO MACEDO Quadro 1- A
queda...
Há 1 hora


1 comentário:
Para além do fim anunciado de um regime apodrecido, podemos comemorar também a vitalidade de uma democracia à qual os cães de fila – os caniches também – das multinacionais que antes de Chavez mandavam como queriam na Venezuela passaram os últimos 16 anos a chamar de ditadura. Se os virem por aí a comemorar, não se esqueçam de recordá-los desse papelinho que essa rafeirada adoptou como seu cartão de apresentação. Viva a democracia que tais cromos (ainda?) não sabem o que é.
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