sábado, 5 de dezembro de 2015

Uma aflição feita ternura


"Ver Pedro Passos Coelho sentar-se no hemiciclo de São Bento e assumir o seu mandato de deputado eleito e o seu lugar de líder do principal partido da oposição é algo que revela a sua qualidade política, mas que demonstra igualmente como pode e deve ser vivida saudavelmente a democracia. Desde Mário Soares que nenhum líder partidário voltava a sentar-se no Parlamento depois de ter sido primeiro-ministro. E a disponibilidade e o à-vontade com que Passos o fez é meritório de elogio, pois mostra o carácter democrático da sua personalidade." A ternura que varre as colunas de opinião que se fazem mais à direita comove, toca-nos o coração. Ainda mais quando tanta conversa mansa é dedicada a alguém que multiplicou por nove o velho sonho de Manuela Ferreira Leite de suspender a democracia por seis meses para "pôr tudo na ordem". E escolhi esta passagem do artigo de São José Almeida, do Público, pelo tom pueril que lhe imprime mas sobretudo pela pergunta o "PSD vai aguentar Passos como líder à espera que o Governo do PS caia?" À ternura junto-lhe uma coisa chamada imunidade parlamentar, que não vem no texto. E à pergunta junto-lhe um excerto de uma notícia desta semana que diz assim: "Os responsáveis pelo processo de reprivatização da TAP, que entregou 61% do capital da companhia aérea portuguesa ao consórcio Atlantic Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman, vão ser alvo de uma queixa-crime, que vai ser interposta por membros da Associação Peço a Palavra. O anúncio foi feito pelo presidente da associação, o realizador António Pedro Vasconcelos, num programa da RTP, e vai ser explicada no início da próxima semana, numa conferência de imprensa convocada para esse efeito."

1 comentário:

fb disse...

À ternura junto-lhe uma coisa chamada imunidade parlamentar, que não vem no texto. E à pergunta junto-lhe um excerto de uma notícia desta semana que diz assim: "Os responsáveis pelo processo de reprivatização da TAP, que entregou 61% do capital da companhia aérea portuguesa ao consórcio Atlantic Gateway, dos empresários Humberto Pedrosa e David Neeleman, vão ser alvo de uma queixa-crime, que vai ser interposta por membros da Associação Peço a Palavra. O anúncio foi feito pelo presidente da associação, o realizador António Pedro Vasconcelos, num programa da RTP, e vai ser explicada no início da próxima semana, numa conferência de imprensa convocada para esse efeito."