O pequenino BPN, e nem vou falar
no BPP, foi nacionalizado à boleia de um
“toda a gente sabe” que era necessário salvar a confiança no sistema
financeiro. Hoje toda a gente sabe que a brincadeira já ultrapassa os 5 mil
milhões. A confiança no sector financeiro continuou a ser salva pouco depois,
com o BES, que – agradeçamo-lo também aos Marcelos e Marcelinhos que andaram a semear
esta e outras fatalidades – “toda a gente sabia” que era demasiado grande para
falir. A segunda conta há-de chegar, cheia de zeros, e toda a gente sabe quem
irá pagá-la.
É agora a vez do BANIF, já
ouvimos várias personalidades a “garantir” a sua normalidade, apenas falta o
atestado de solidez de Cavaco Silva para que aqueles que acreditaram que os
anjinhos da Pátria, que diziam que não havia dinheiro para nos encherem de
cortes e de impostos, estavam a salvar o banco e o sistema financeiro português
quando lhe injectaram 1100 milhões – afinal
havia dinheiro – se juntem a toda a gente que há tanto tempo sabe que aquilo
faliu.
E agora, três bancos, muitos milhões
e nenhum condenado depois, a incógnita é
o que é que o poder político irá fazer desta vez. O regulador não regula porcaria
nenhuma. O sector financeiro está feito em cacos, não há solidez nem há confiança
para abalar, nenhuma delas existe, e mesmo que existisse não seria um banco anão
que lhe faria mossa. Como tal, nem mais um cêntimo para o sector financeiro. Se
nos dizem que não há dinheiro para suprimir de imediato os cortes de salários e
de pensões, se nos dizem que não há dinheiro para acabar integralmente com a sobretaxa
de IRS, se nos dizem que não há dinheiro para garantir protecção no desemprego para
todos, não se atrevam a dizer-nos que volta a haver dinheiro para pagar ainda mais
delinquência banqueira. Se o BANIF faliu, quem o enterrou que o pague.


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E agora, três bancos, muitos milhões e nenhum condenado depois, a incógnita é o que é que o poder político irá fazer desta vez. O regulador não regula porcaria nenhuma. O sector financeiro está feito em cacos, não há solidez nem há confiança para abalar, nenhuma delas existe, e mesmo que existisse não seria um banco anão que lhe faria mossa. Como tal, nem mais um cêntimo para o sector financeiro. Se nos dizem que não há dinheiro para suprimir de imediato os cortes de salários e de pensões, se nos dizem que não há dinheiro para acabar integralmente com a sobretaxa de IRS, se nos dizem que não há dinheiro para garantir protecção no desemprego para todos, não se atrevam a dizer-nos que volta a haver dinheiro para pagar ainda mais delinquência banqueira. Se o BANIF faliu, quem o enterrou que o pague.
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