A senhora Merkel hoje vai voltar a
ter uma Europa que aprendeu a usar a democracia para alterar o destino a povoar-lhe
os pesadelos. Este foi o dia em que os espanhóis despediram o bipartidarismo.
Fizeram-no da única maneira possível, usando o voto para encher o Parlamento de
deputados de forças partidárias que até hoje não tinham qualquer representante,
Podemos (69) e Ciudadanos (40), esvaziando dessa forma o poder dos dois
partidos da tradição dos escândalos e da usurpação da vontade popular de uma
alternância decadente com quatro décadas de vida. Das eleições de hoje sai um
Parlamento com quatro partidos com uma representação parlamentar acima dos 20%,
pelo que a partir de amanhã é a aritmética que ditará a sua lei. Más notícias
para o PP que, apesar de vencedor, dificilmente será Governo: os 40 deputados
do Ciudadanos não chegam para somar os 176 da maioria absoluta. Piores notícias
ainda para o PSOE, que terá que escolher entre uma solução à portuguesa, ser
Governo com o apoio parlamentar
improvável de Podemos e Ciudadanos ou qualquer outra combinação que inclua partidos mais pequenos, e uma saída à grega mais do agrado
de Berlim e Bruxelas, apoiando ou integrando um Governo PP e arriscando a PASOKização
que aumentaria o rombo no bipartidarismo que aconteceu independentemente do
PSOE se deixar ou não cair na tentação. O fantasma do terrorismo poderá dar-lhes uma ajuda preciosa para justificar o injustificável.
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Há 1 hora


1 comentário:
A senhora Merkel hoje vai voltar a ter uma Europa que aprendeu a usar a democracia para alterar o destino a povoar-lhe os pesadelos. Este foi o dia em que os espanhóis despediram o bipartidarismo. Fizeram-no da única maneira possível, usando o voto para encher o Parlamento de deputados de forças partidárias que até hoje não tinham qualquer representante, Podemos (69) e Ciudadanos (40), esvaziando dessa forma o poder dos dois partidos da tradição dos escândalos e da usurpação da vontade popular de uma alternância decadente com quatro décadas de vida.
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