Garantias de aprovação de
Orçamentos que ainda nem sequer existem, cumprimento de regras de organizações
que não lhe competem fiscalizar e representar, respeito por uma concertação
social que sempre desprezou quando era Primeiro-ministro, assegurar a
estabilidade do sistema financeiro que ajudou a enterrar ao participar no
banquete BPN e ao garantir publicamente a saúde financeira de um banco que
faliu dias depois, eis algumas das condições exigidas para indigitar o novo
Primeiro-ministro hoje tornadas públicas por um tal Aníbal que por estes dias
anda entretido a brincar ao “papá dá licença”. E note-se como só pode estar a
brincar. Caso António Costa lhe satisfaça o capricho agora, Cavaco está de pés
e mãos atadas para fazer o que quer que seja na eventualidade académica de uma
qualquer das suas seis exigências vir a não ser satisfeita nos dois meses que
lhe restam de desparataria presidencial: não pode dissolver a Assembleia da
República e desde 1982 que o Primeiro-ministro apenas responde perante o
Parlamento, não perante o Presidente da República. E o país fica sem Governo caso
António Costa lhe diga que esta exigência é um abuso inaceitável à luz de uma CRP
que, por mais que esperneie o louco furioso que ocupe o cargo, não confere tais
poderes ao Presidente da República. Obviamente que não será esta a resposta de Costa
à forma que Cavaco engendrou para descalçar a botifarra em que se meteu. Toda a
gente sabe que contrariar malucos não é nada boa ideia. Mas que Cavaco o coloca
numa posição difícil, coloca, e que a função do Presidente da República é precisamente
o oposto do que hoje pudemos testemunhar ainda mais uma vez, sem dúvida. Arre que
nunca mais é Janeiro.
ANÁLISE DAS CONTAS DO 3º TRIMESTRE DE 2018 DA CGD: Como foram obtidos os resultados positivos de 369 milhões €? Diminuição de trabalhadores e fecho de agências – por EUGÉNIO ROSA
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A QUEBRA CONTINUADA NO CRÉDITO CONCEDIDO ÀS EMPRESAS E ÀS FAMÍLIAS PELA
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queda...
Há 1 hora


1 comentário:
Note-se como Cavaco só pode estar a brincar. Caso António Costa lhe satisfaça o capricho agora, Cavaco está de pés e mãos atadas para fazer o que quer que seja na eventualidade académica de uma qualquer das suas seis exigências vir a não ser satisfeita nos dois meses que lhe restam de desparataria presidencial: não pode dissolver a Assembleia da República e desde 1982 o Primeiro-ministro apenas responde perante o Parlamento, não perante o Presidente da República. E o país fica sem Governo caso António Costa lhe diga que esta exigência é um abuso inaceitável à luz de uma CRP que, por mais que esperneie o louco furioso que ocupe o cargo, não confere tais poderes ao Presidente da República. Obviamente que não será esta a resposta de Costa à forma que Cavaco engendrou para descalçar a botifarra em que se meteu. Toda a gente sabe que contrariar malucos não é nada boa ideia. Mas que Cavaco o coloca numa posição difícil, coloca, e que a função do Presidente da República é precisamente o oposto do que hoje pudemos testemunhar ainda mais uma vez, sem dúvida. Arre que nunca mais é Janeiro.
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