O senhor Presidente da República,
por estes dias atarefadíssimo a ouvir quem lhe diga sim ao seu não à
indigitação do Governo das esquerdas, insiste que não há razões para ter pressa
em tomar uma decisão e justifica-se com os cofres cheios, sobre os quais ouvimos
falar aqui há tempos, com a confiança dos mercados, pelo visto à prova de
birras presidenciais, e com uma prosperidade e uma estabilidade do sistema
financeiro que mais ninguém vê. Ao mesmo tempo, ai que lá se vai a
prosperidade, ai que não somos a Grécia mas andaram a martelar contas para
ganharem trunfos eleitorais, a receita fiscal mandou dizer que não haverá
devolução da sobretaxa de IRS coisíssima
nenhuma e, ai que lá se vai a estabilidade do sistema financeiro, o Banco
Central Europeu deixou recado sobre o chumbo do Novo Banco nos seus testes de
stress. Sua excelência deve continuar convencido que o BES continua com a boa
saúde que lhe garantiu pouco antes de falir, ou quem sabe se Nossa Senhora de
Fátima lhe segredou que os cofres cheios de dinheiro que é nosso servirão para
pagar os mil milhões do Novo Buraco desse referencial de estabilidade que lhe
alicerça a calma e, com alguma ajuda do divino, pode ser que ainda sobre para
pagar a multa pelo atraso de mais de um mês na entrega do papelucho orçamental
exigido por aquela Europa à qual devemos obediência quando sua excelência não
lhe dá para se virar para a esquerda com ataques de raiva e para a direita com
ataques de calma. A conta há-de chegar. Bruxelas vai insistindo que a compreensão
tem limites. A Europa está-se nas tintas para as calmas do senhor presidente.
E nem o país nem o mundo começam ou terminam em Belém. C avaco anda a pedir uma multidão que lho recorde à porta do seu palácio encantado. Nas calmas.
ANÁLISE DAS CONTAS DO 3º TRIMESTRE DE 2018 DA CGD: Como foram obtidos os resultados positivos de 369 milhões €? Diminuição de trabalhadores e fecho de agências – por EUGÉNIO ROSA
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A QUEBRA CONTINUADA NO CRÉDITO CONCEDIDO ÀS EMPRESAS E ÀS FAMÍLIAS PELA
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queda...
Há 1 hora


1 comentário:
O senhor Presidente da República, por estes dias atarefadíssimo a ouvir quem lhe diga sim ao seu não à indigitação do Governo das esquerdas, insiste que não há razões para ter pressa em tomar uma decisão e justifica-se com os cofres cheios, sobre os quais ouvimos falar aqui há tempos, com a confiança dos mercados, pelo visto à prova de birras presidenciais, e com uma prosperidade e uma estabilidade do sistema financeiro que mais ninguém vê. Ao mesmo tempo, ai que lá se vai a prosperidade, ai que não somos a Grécia mas andaram a martelar contas para ganharem trunfos eleitorais, a receita fiscal mandou dizer que não haverá devolução da sobretaxa de IRS coisíssima nenhuma e, ai que lá se vai a estabilidade do sistema financeiro, o Banco Central Europeu deixou recado sobre o chumbo do Novo Banco nos seus testes de stress. Sua excelência deve continuar convencido que o BES continua com a boa saúde que lhe garantiu pouco antes de falir, ou quem sabe se Nossa Senhora de Fátima lhe segredou que os cofres cheios de dinheiro que é nosso servirão para pagar os mil milhões do Novo Buraco desse referencial de estabilidade que lhe alicerça a calma e, quem sabe, com alguma ajuda do divino, ainda sobre para pagar a multa pelo atraso de mais de um mês na entrega do papelucho orçamental exigido por aquela Europa à qual devemos obediência quando sua excelência não lhe dá para se virar para a esquerda com ataques de raiva e para a direita com ataques de calma. A conta há-de chegar. Bruxelas vai insistindo que a compreensão tem limites. A Europa está-se nas tintas para as calmas do senhor presidente. E nem o país nem o mundo começam ou terminam em Belém. Quem sabe se um dia destes Cavaco tem uma multidão à porta para lho recordar. Nas calmas.
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