quinta-feira, 12 de novembro de 2015

É a realidade, estúpido






Depois do argumento "tradição", que ao cair convocou todos os portugueses a darem-se conta do embuste diário de eleições que alegadamente serviam para escolher o Primeiro-ministro e não para eleger deputados, que lhes foi sendo servido  pelos comentadores do regime em todos os períodos pré-eleitorais, é o argumento"realidade" que cai, ajudado por bocas que não hesitam em fazerem-se passar por porta-vozes dos mercados que objectivamente não são e que dizem já perderam a confiança em Portugal. Até pode ser que a única agência de notação financeira, canadiana, despromova a sua classificação da dívida portuguesa de forma a desclassificar Portugal do programa de compra de liquidez do BCE. Até pode ser que Bruxelas chumbe logo o primeiro Orçamento do novo Governo das esquerdas. Em ambos os casos será necessário fazer um esforço para não confundir "realidade" com a lei da força que perpetuou a escravatura durante séculos e a ditadura salazarista durante décadas. Adiante se verá até onde vai o descaramento desta máfia internacional que nos tem a saque há quase uma década e qual é a métrica do topete da sua tradição de obrigar à repetição de eleições tantas vezes até que uma produza o resultado pretendido. Teremos oportunidade de verificar se vivemos numa democracia meramente de fachada. Até que tal aconteça, porém, e ainda não aconteceu, o que vamos vendo com toda a nitidez é que quem rejeita a realidade é precisamente toda aquela facção, por sinal exactamente a mesma para a qual Cavaco tem trabalhado, que anda sempre com a boca cheia de "realidade: uma maioria de 123 deputados democraticamente eleitos rejeitou suportar o caminho de destruição do país defendido por apenas 107 eleitos segundo essas mesmas regras democráticas. E 123 é maior do que 107, que parte é que os "realistas" se recusam a compreender?

1 comentário:

fb disse...

Depois do argumento "tradição", que ao cair convocou todos os portugueses a darem-se conta do embuste diário de eleições que alegadamente serviam para escolher o Primeiro-ministro e não para eleger deputados, que lhes foi sendo servido pelos comentadores do regime em todos os períodos pré-eleitorais, é o argumento"realidade" que cai, ajudado por bocas que não hesitam em fazerem-se passar por porta-vozes dos mercados que objectivamente não são e que dizem já perderam a confiança em Portugal. Até pode ser que a única agência de notação financeira, canadiana, despromova a sua classificação da dívida portuguesa de forma a desclassificar Portugal do programa de compra de liquidez do BCE. Até pode ser que Bruxelas chumbe logo o primeiro Orçamento do novo Governo das esquerdas. Em ambos os casos será necessário fazer um esforço para não confundir "realidade" com a lei da força que perpetuou a escravatura durante séculos e a ditadura salazarista durante décadas. Adiante se verá até onde vai o descaramento desta máfia internacional que nos tem a saque há quase uma década e qual é a métrica do topete da sua tradição de obrigar à repetição de eleições tantas vezes até que uma produza o resultado pretendido. Teremos oportunidade de verificar se vivemos numa democracia meramente de fachada. Até que tal aconteça, porém, e ainda não aconteceu, o que vamos vendo com toda a nitidez é que quem rejeita a realidade é precisamente toda aquela facção, por sinal exactamente aquela para a qual Cavaco tem trabalhado, que anda sempre com a boca cheia de "realidade: uma maioria de 123 deputados democraticamente eleitos rejeitou suportar o caminho de destruição do país defendido por apenas 107 deputados eleitos segundo essas mesmas regras democráticas. E 123 é maior do que 107, que parte é que os "realistas" se recusam a compreender?