Querer reduzir as emissões
poluentes que estão a matar o planeta e, ao mesmo tempo, não querer um acordo
com metas de curto prazo nem sanções comerciais para quem o viole lembra aquele
anúncio de há uns anos onde alguém dizia “são três desejos, não é possível”. As duas potências mais
poluidoras, China e Estados Unidos, e esta Europa dos estranhos consensos,
sempre tão bem comportadinha quando se trata de proteger as empresas europeias
da voracidade de multinacionais que as arruínam com uma concorrência desleal feita
de produtos obtidos sem custos ambientais e, por que não dizê-lo também, com o
factor trabalho remunerado à malga de arroz e sem direitos laborais de espécie
nenhuma, bem podem passar a Cimeira do Clima de Paris a ensaiar discursos
bonitos sobre um planeta verdejante e sustentável. Já tivemos experiências
suficientes para perceber que tanta boa vontade, invariavelmente ancorada num
livre comércio que eles juram será bom para todos, voltará a resultar no
prolongamento da licença que continuarão a conceder àqueles que enriquecem
rentabilizando a destruição de um recurso que é de todos, o nosso planeta. E se
não é verdade que a Cimeira de Paris não serviu para nada devemo-lo a uma manifestação
que deu exposição mundial a medidas de segurança que em vez de combaterem o terrorismo,
que sem o fim dos paraísos do segredo bancário e sem beliscar os interesses dos traficantes de armas também não combatem, limitaram a liberdade de milhares de pessoas se manifestarem livremente
contra o banquete dos comensais do globo terrestre, que da Cimeira receberão luz
verde para continuarem a comer-nos o chão. O mundo está em muito boas mãos.
ANÁLISE DAS CONTAS DO 3º TRIMESTRE DE 2018 DA CGD: Como foram obtidos os resultados positivos de 369 milhões €? Diminuição de trabalhadores e fecho de agências – por EUGÉNIO ROSA
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A QUEBRA CONTINUADA NO CRÉDITO CONCEDIDO ÀS EMPRESAS E ÀS FAMÍLIAS PELA
CGD E DOS DEPÓSITOS DURANTE A ADMINISTRAÇÃO DE PAULO MACEDO Quadro 1- A
queda...
Há 1 hora


1 comentário:
Querer reduzir as emissões poluentes que estão a matar o planeta e, ao mesmo tempo, não querer um acordo com metas de curto prazo nem sanções comerciais para quem o viole lembra aquele anúncio de há uns anos que dizia “são três desejos, não é possível”. As duas potências mais poluidoras, China e Estados Unidos, e esta Europa dos estranhos consensos, sempre tão bem comportadinha quando se trata de proteger as empresas europeias da voracidade de multinacionais que as arruínam com uma concorrência desleal feita de produtos obtidos sem custos ambientais e, por que não dizê-lo também, com o factor trabalho remunerado à malga de arroz e sem direitos laborais de espécie nenhuma, bem podem passar a Cimeira do Clima de Paris a ensaiar discursos bonitos sobre um planeta verdejante e sustentável. Já tivemos experiências suficientes para perceber que tanta boa vontade, invariavelmente ancorada num livre comércio que eles juram será bom para todos, voltará a resultar no prolongamento da licença que continuarão a conceder àqueles que enriquecem rentabilizando a destruição de um recurso que é de todos, o nosso planeta. E se não é verdade que a Cimeira de Paris não serviu para nada devemo-lo a uma manifestação que deu exposição mundial a medidas de segurança que em vez de combaterem o terrorismo, que não combatem, limitaram a liberdade de milhares de pessoas se manifestarem livremente contra o banquete dos comensais do globo terrestre, que da Cimeira receberão luz verde para continuarem. O mundo está em muito boas mãos.
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