Um dia cheio de boas notícias.
Começou com o adeus da direita, com Passos Coelho a dissertar sobre o papel que
terá na oposição, prosseguiu com anúncios de um acordo que está
por pouco, terminou com António Costa a dizer o que fará no Governo, que
será do PS com vigilância parlamentar da esquerda. E nota-se bem o peso que
esta esquerda tem no acordo anunciado. O Governo PS não poderá consumar o regime
de despedimentos conciliatórios com que se apresentou a eleições. Será obrigado
a
descongelar as pensões de reforma que queria congelar durante os próximos
quatro anos. Não poderá usar os dinheiros da Segurança Social que pretendia para
relançar o consumo, a redução da contribuição dos trabalhadores apenas abrangerá
os salários mais baixos e sem penalização no cálculo das reformas futuras, o
Governo PS ver-se-á obrigado a fazer com que as entidades patronais paguem
um salário mínimo que crescerá anualmente os 30 euros que continuariam a não
ter que pagar com eleições que tivessem dado maioria absoluta ao PS. Os funcionários
públicos ver-se-ão livres dos cortes salariais apenas
no final de 2016. A sobretaxa de IRS desaparecerá em dois longos anos.
Cessam as privatizações. O IRS voltará a ser mais progressivo. E o que mais se verá adiante. Não são excelentes notícias, pois não, mas são boas notícias. Há muito
tempo que não as tínhamos. E era isto ou nada. Quem votou à esquerda tem
motivos mais do que suficientes para confirmar toda a utilidade do seu voto. Quem
não votou vê a sua teoria dos políticos todos iguais cair por terra, é o voto e
não a abstenção que nos traça o nosso destino colectivo. E quem votou à direita
terá tempo suficiente para constatar como andámos a ser enganados. A conta há-de aparecer, mas não falemos nisso agora. Nasceu o arco
da esperança. Comemoremos o regresso do direito a acreditar em dias melhores. É a hora da esquerda.
ANÁLISE DAS CONTAS DO 3º TRIMESTRE DE 2018 DA CGD: Como foram obtidos os resultados positivos de 369 milhões €? Diminuição de trabalhadores e fecho de agências – por EUGÉNIO ROSA
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A QUEBRA CONTINUADA NO CRÉDITO CONCEDIDO ÀS EMPRESAS E ÀS FAMÍLIAS PELA
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queda...
Há 1 hora


1 comentário:
Não são excelentes notícias, mas são boas notícias. Há muito tempo que não as tínhamos. E era isto ou nada. Quem votou à esquerda tem motivos mais do que suficientes para confirmar toda a utilidade do seu voto. Quem não votou vê a sua teoria dos políticos todos iguais cair por terra, é o voto e não a abstenção que nos traça o nosso destino colectivo. E quem votou à direita terá tempo suficiente para constatar como andámos a ser enganados. A conta há-de aparecer. Não é o momento para falar nisso. É a hora da esquerda. Nasceu o arco da esperança. Comemoremos o regresso do direito a acreditar em dias melhores.
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