quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Não liguem, foi só um pequeno deslize


Se tivesse sido um cidadão anónimo a lembrar-se de dizer que a ideia de exterminar os judeus não foi de Hitler e sim de um palestiniano que o aconselhou, tratar-se-ia de mais um caso dessa ignorância que tão bem caracteriza os fanáticos de extrema-direita. Se esse cidadão anónimo fosse judeu, à comprovada ignorância juntar-se-ia  um fortíssimo indício de atraso mental, só mesmo a um atrasadinho ocorreria branquear o holocausto do seu próprio povo. Quem o afirmou, porém, não foi nenhum cidadão anónimo, foi um judeu, por sinal um judeu com responsabilidades, nem mais nem menos do que Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, um estado que adoptou para os palestinianos uma réplica adaptada do genocídio nazi que vitimou mais de seis milhões de judeus nos anos 30 e 40 do século passado. Será, portanto, veneração. Uma veneração assumida, legitimadora do extermínio movido por Israel ao povo que afinal gerou o conselheiro que o seu Primeiro-ministro foi desencantar à sua própria imaginação. E uma veneração que, embora prontamente rejeitada, por exemplo,  por Angela Merkel,  continuará a ser consentida juntamente com todas as mentiras e todos os crimes hediondos de um estado germicida. Esta poderia ter sido a gota de água que faria transbordar um copo  há muito demasiado cheio de crimes para ser tolerado. Nada disso. "Continuem a matar à vossa vontade mas atenção a esses pequenos deslizes, façam o favor de ter mais cuidado com o que dizem". E que honra é para nós, portugueses, fazermos parte da grande família NATO que sempre sustentou material e diplomaticamente todos os excessos do regime do Hitler judeu, ao qual também prestamos vassalagem. A obediência cega aos "compromissos internacionais"é sinónimo do tal "sentido de Estado", qualidade enunciada pelo senhor Presidente da República como imprescindível para assumir responsabilidades governativas.

1 comentário:

fb disse...

Se tivesse sido um cidadão anónimo a lembrar-se de dizer que a ideia de exterminar os judeus não foi de Hitler e sim de um palestiniano que o aconselhou, tratar-se-ia de mais um caso dessa ignorância que tão bem caracteriza os fanáticos de extrema-direita. Se esse cidadão anónimo fosse judeu, à comprovada ignorância juntar-se-ia um fortíssimo indício de atraso mental. Quem o afirmou, porém, não foi nenhum cidadão anónimo, foi um judeu, por sinal um judeu com responsabilidades, nem mais nem menos do que Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro de Israel, um estado que adoptou para os palestinianos uma réplica adaptada do genocídio nazi que vitimou mais de seis milhões de judeus nos anos 30 e 40 do século passado. Será, portanto, veneração. Uma veneração assumida, legitimadora do extermínio movido por Israel ao povo que afinal gerou o conselheiro que o seu Primeiro-ministro foi desencantar à sua própria imaginação. E uma veneração que, embora prontamente rejeitada, por exemplo, por Angela Merkel, continuará a ser consentida juntamente com todas as mentiras e todos os crimes hediondos de um estado germicida. Esta poderia ter sido a gota de água que faria transbordar um copo há muito demasiado cheio de crimes para ser tolerado. Nada disso. "Continuem a matar à vossa vontade mas atenção a esses pequenos deslizes, façam o favor de ter mais cuidado com o que dizem". E que honra é para nós, portugueses, fazermos parte da grande família NATO que sempre sustentou material e diplomaticamente todos os excessos do regime do Hitler judeu, ao qual também prestamos vassalagem. A obediência cega aos "compromissos internacionais"são sinónimo do tal "sentido de Estado", qualidade enunciada pelo senhor Presidente da República como imprescindível para assumir responsabilidades governativas.