sábado, 3 de outubro de 2015

Matinée infantil





Hoje é dia de reflexão, não podemos publicar nada sobre eleições. É um dia  que, pela natureza da vontade de quem detém o poder legislativo, nos manda, por exemplo, discutir futebóis, debater as tendências da moda Outono/Inverno, partilhar vídeos de gatinhos. Aceito. Partilho convosco um clássico, Mouseland, um filme cheio de gatinhos e ratinos, que já havia aqui partilhado na reflexão de há quatro anos. É um conto mais ou menos infantil, dependendo da leitura que dele se faça, sobre ratos que votavam em gatos. Quando ganhavam os gatos brancos, nas eleições seguintes festejavam a estrondosa "vitória da democracia" dos gatos pretos, aliviados por terem corrido com os brancos. Quando ganhavam os gatos pretos, nas eleições seguintes festejavam a estrondosa "vitória da democracia" dos gatos brancos, aliviados por terem corrido com os gatos pretos. Acho que é qualquer coisa assim. Vi o filme pela última vez faz tempo, já não me lembro se também havia gatos alaranjados e cor-de-rosa, nem sequer se o filme explicava por que diabo os ratos que diziam que os gatos eram todos iguais não tentavam contrariar a inconsciência imbecil dos ratos que votavam sempre em gatos, ora brancos, ora pretos, ao sabor das memórias traumáticas mais recentes. Tenho uma vaga ideia que nunca lhes  ocorreu que poderiam aumentar a sua esperança de vida votando em ratos como eles. Enfim, a natureza é muito sábia, quando fez os ratos sabia bem que os queria carne para os seus predadores. Coitadinhos, os ratos nunca têm a culpa. Mas é por causa deles que vou ter que gramar com a porcaria do filme dos gatos todo outra vez.

1 comentário:

fb disse...

É um conto mais ou menos infantil, dependendo da leitura que dele se faça, sobre ratos que votavam em gatos. Quando ganhavam os gatos brancos, nas eleições seguintes festejavam a estrondosa "vitória da democracia" dos gatos pretos, aliviados por terem corrido com os brancos. Quando ganhavam os gatos pretos, nas eleições seguintes festejavam a estrondosa "vitória da democracia" dos gatos brancos, aliviados por terem corrido com os gatos pretos.