terça-feira, 6 de outubro de 2015

Foi você que votou no arco da austeridade para todo o sempre?



Bruxelas quer projecto de Orçamento do Estado para 2016 até dia 15. Bruxelas sabe que as eleições foram há dois dias e, como tal, Portugal ainda não tem Governo. Mas Bruxelas também sabe o que PSD, PS e CDS andaram a esconder durante toda a campanha. Bruxelas sabe que nas mãos dos três do memorando Portugal é um protectorado. Que o documento há-de aparecer, seja ele qual for. E que depois Bruxelas há-de mandar outro de volta. Aquele que os três capatazes, incluindo aquele que andou a dizer que o chumbaria, farão o favor de aprovar por unanimidade e aclamação. O Conselho das Finanças Públicas guardou para hoje a boa notícia: “Meta do défice implica correcção mais acentuada das contas públicas”. Isto há dois dias significava que Portugal estava no bom caminho, que finalmente os salários poderiam ser repostos, os impostos reduzidos e a sobretaxa devolvida pelo menos parcialmente. Mas isso foi há dois dias. E Bruxelas sabe que a campanha eleitoral já acabou. Ai aguentam, aguentam.


Vagamente relacionado: «A partir de um relatório da União Europeia que coloca Portugal no grupo de países com “margem para subir impostos” – “desta vez não foi a Maria Luís Albuquerque que se descoseu, foi a Comissão Europeia” -, a porta-voz nacional do Bloco de Esquerda dirigiu uma pergunta a PSD e CDS. Uma questão a que aqueles dois partidos “têm de responder antes das eleições”, exigiu Catarina Martins: “Quais são os impostos que andaram a negociar com Bruxelas? Mostrem-nos a conta”.» (29.09.2015)



1 comentário:

fb disse...

Bruxelas quer projecto de Orçamento do Estado para 2016 até dia 15. Bruxelas sabe que as eleições foram há dois dias e, como tal, Portugal ainda não tem Governo. Mas Bruxelas também sabe o que PSD, PS e CDS andaram a esconder durante toda a campanha. Bruxelas sabe que nas mãos dos três do memorando Portugal é um protectorado. Que o documento há-de aparecer, seja ele qual for. E que depois Bruxelas há-de mandar outro de volta. Aquele que os três capatazes, incluindo aquele que andou a dizer que o chumbaria, farão o favor de aprovar por unanimidade e aclamação. O Conselho das Finanças Públicas guardou para hoje a boa notícia: “Meta do défice implica correcção mais acentuada das contas públicas”. Isto há dois dias significava que Portugal estava no bom caminho, que finalmente os salários poderiam ser repostos, os impostos reduzidos e a sobretaxa devolvida pelo menos parcialmente. Mas isso foi há dois dias. E Bruxelas sabe que a campanha eleitoral já acabou. Ai aguentam, aguentam.
Vagamente relacionado: «A partir de um relatório da União Europeia que coloca Portugal no grupo de países com “margem para subir impostos” – “desta vez não foi a Maria Luís Albuquerque que se descoseu, foi a Comissão Europeia” -, a porta-voz nacional do Bloco de Esquerda dirigiu uma pergunta a PSD e CDS. Uma questão a que aqueles dois partidos “têm de responder antes das eleições”, exigiu Catarina Martins: “Quais são os impostos que andaram a negociar com Bruxelas? Mostrem-nos a conta”.» (29.09.2015)