quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O grande replay



Já está. Terminou o “momento histórico radiofónico” protagonizado pelos líderes das duas candidaturas com direito a “momentos históricos” na batota da cobertura mediática desta campanha mesmo chegando atrasados, como chegaram os dois. Vá lá, apesar das repetições edo passa-culpas do costume, o grande replay pareceu-me ter sido um pouquinho mais esclarecedor do que o “grande debate”, e apenas são chamados de “grandes” os debates protagonizados por estes dois, a que assistimos também em simultâneo em todas as estações de televisão do país aqui há uns dias. Para a História fica mais um evento que contou com a comunicação social em peso para o promover e os seus três entrevistadores para o conduzirem de forma a que, aproveitando o consenso dos intervenientes em não renegociar a dívida impagável que os seus partidos nos puseram às costas para afastar qualquer esperança de inversão das políticas dos últimos anos, a pergunta que ficasse no ar fosse novamente o clássico “preferem que vos cortem um braço ou que vos cortem uma perna, mais rapidamente ou mais devagarinho?”. Para todos os que se recusam a fazer tal escolha e para todos os que sabem que apenas é possível recusá-la exercendo o seu direito de voto, o terror em versão dupla que nos foi servido no espectáculo do dia foi sem dúvida alguma um enorme incentivo para não ficar em casa no próximo dia 4 de Outubro. Para os restantes fica a decisão de como contribuir, com votos ou com aquela abstenção que esses votos se encarregarão de converter na sua vontade, para a escolha da simpatia mais capaz para nos continuar a entalar nos próximos anos.

1 comentário:

fb disse...

A pergunta que ficou no ar: “preferem que vos cortem um braço ou que vos cortem uma perna, mais rapidamente ou mais devagarinho?”. Para todos os que se recusam a fazer tal escolha e para todos os que sabem que apenas é possível recusá-la exercendo o seu direito de voto, o terror em versão dupla que nos foi servido no espectáculo do dia foi sem dúvida alguma um enorme incentivo para não ficar em casa no próximo dia 4 de Outubro. Para os restantes fica a decisão de como contribuir, com votos ou com aquela abstenção que esses votos se encarregarão de converter na sua vontade, para a escolha da simpatia mais capaz para nos continuar a entalar nos próximos anos.