terça-feira, 18 de agosto de 2015

Despojos de guerra


O consórcio alemão Fraport-Slentel venceu a primeira privatização feita pelo Governo de Alexis Tsipras. Daqui para a frente, quem vai mandar nos aeroportos de Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, e das ilhas de Corfu, Rodes, Kos, Samos e Santorini, entre outras, é uma empresa do país de Angela Merkel. Não há guerra sem despojos, sem vencidos e sem vencedores. O IV Reichsoma e segue.


Vagamente relacionado: “A privatização dos CTT foi iniciada em Dezembro de 2013 e concluída a 9 de Setembro de 2014. Passado quase um ano, como está a funcionar o serviço de correio privado em Portugal? Mesmo antes da privatização, a polémica iniciou-se com o encerramento de pelo menos 60 estações de correios em 2013. Segundo um levantamento feito pela Lusa, encerraram 411 estações de correio entre 2000 e 2014. Ou seja, este processo de encerramento das estações de correios precede a privatização. Para assegurar a continuação dos serviços de correio, sobretudo em localidades do interior, os CTT têm firmado protocolos com as juntas de freguesia, em que estas passam a assegurar o serviço de correio como, por exemplo, o pagamento de pensões e a venda de selos, a troco de pagamentos de 400 ou 500 euros por mês. As juntas de freguesia assumem este papel, julgo que, não pelos montantes em questão, mas em prol dos cidadãos das suas freguesias. Em resultado:

– os funcionários públicos, em pelo menos algumas dessas juntas de freguesia, não têm a mãos a medir;

– muitos pensionistas e outros clientes dos CTT desesperam em juntas de freguesia de repente assoberbadas de trabalho;

– a Administração Local vira serviço de correio em prejuízo da sua missão;

– o protocolo dos CTT com as juntas de freguesia obriga-as a reembolsar os CTT em caso de assaltos;[1]

– os CTT lucram com este subsídio público à sua operação privada, pois deixam de ter custos com os espaços, deixam de ter prejuízos com assaltos e podem reduzir o número de trabalhadores (entre 2010 e 2014, o número de trabalhadores diminuiu de 15044 para 12523, ou seja, –16,8%).” [Ricardo Cabral]

1 comentário:

fb disse...

O consórcio alemão Fraport-Slentel venceu a primeira privatização feita pelo Governo de Alexis Tsipras. Daqui para a frente, quem vai mandar nos aeroportos de Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, e das ilhas de Corfu, Rodes, Kos, Samos e Santorini, entre outras, é uma empresa do país de Angela Merkel. A Alemanha vai ganhando com a guerra.