Apodrece o público, prospera o
privado. Os indicadores sobre Saúde publicados pelo Instituto Nacional de
Estatística (INE) nesta segunda-feira, véspera do Dia Mundial da Saúde, atestam
bem o excelente trabalho que os sucessivos Governos PSD e PS vêm desenvolvendo
desde 2002 a favor de um negócio que cresce ao ritmo que os fazedores de tão
notável prosperidade não conseguiram imprimir à restante economia. A título
de exemplo, em apenas onze anos, o número de atendimentos nas urgências
quase duplicou no sector privado, de 460 para 900 mil, e as consultas externas
mais do que triplicaram. No público, a tendência foi a inversa. Nos dez anos
entre 2002 a 2012, o universo dos centros de saúde ficou reduzido, passando de 391 para 387. Mais drástica ainda foi
a redução do número de centros de saúde com serviço de urgência básica (SUB) ou
serviço de atendimento permanente ou prolongado (SAP): dos 276 existentes em
2002 apenas existem 94 actualmente. Óptimo para o negócio. O peso relativo dos
privados no total de consultas externas cresceu em apenas onze anos de 16,5%
para 29%. O centrão está de parabéns. Já agora, obrigado, portugueses. Os políticos
não caem do céu.
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Há 2 horas


1 comentário:
Apodrece o público, prospera o privado. Os indicadores sobre Saúde publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) nesta segunda-feira, véspera do Dia Mundial da Saúde, atestam bem o excelente trabalho que os sucessivos Governos PSD e PS vêm desenvolvendo desde 2002 a favor de um negócio que cresce ao ritmo que os fazedores de tão notável prosperidade não conseguiram imprimir à restante economia. A título de exemplo, em apenas onze anos, o número de atendimentos nas urgências quase duplicou no sector privado, de 460 para 900 mil, e as consultas externas mais do que triplicaram. No público, a tendência foi a inversa. Nos dez anos entre 2002 a 2012, o universo dos centros de saúde ficou reduzido, passando de 391 para 387. Mais drástica ainda foi a redução do número de centros de saúde com serviço de urgência básica (SUB) ou serviço de atendimento permanente ou prolongado (SAP): dos 276 existentes em 2002 apenas existem 94 actualmente. Óptimo para o negócio. O peso relativo dos privados no total de consultas externas cresceu em apenas onze anos de 16,5% para 29%. O centrão está de parabéns. Já agora, obrigado, portugueses. Os políticos não caem do céu.
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