quinta-feira, 5 de março de 2015

Histórias da nossa terra (continuação das continuações anteriores)


A gestão de Ricardo Salgado desobedeceu ao Banco de Portugal 21 vezes entre Dezembro de 2013 e Julho de 2014, praticou actos dolosos de gestão ruinosa por quatro vezes e concedeu dois financiamentos a administradores e a empresas do Grupo Espírito Santo sem cumprir as regras aplicáveis aos membros dos órgãos sociais e a partes relacionadas. Estas são algumas conclusões de apenas um de cinco blocos de uma auditoria forense ao BES encomendada pelo Banco de Portugal à Deloitte divulgadas pela imprensa de hoje. Revelam, em simultâneo, detalhes da actividade criminosa de uma administração que, porque já sabia que estava a prazo, aproveitou cada minuto para sangrar o que restava de um banco que depois todos tivemos que pagar e a permissividade, senão mesmo cumplicidade, de um regulador que não regulou mas escondeu da AR as conclusões desta auditoria. Ricardo Salgado e restante quadrilha continuam à solta com o património intacto. Carlos Costa, que lhes forneceu a informação de que estavam a prazo sem apertar a vigilância e fez vista grossa aos crimes agora conhecidos, continua em funções mesmo depois de se saber que os ocultou. O Governo que deveria retirar-lhe a confiança e substituí-lo recusa-se também a intrometer-se no sonho de Isabel dos Santos de se tornar a nova dona disto tudo através dafusão do BPI com o BCP. E tudo isto decorre num ambiente primaveril de paz social com os três partidos do arco disto tudo inabaláveis na zona de conforto proporcionada por mais de 75% das intenções de voto dos portugueses. A festa pode continuar. Só pode.


(actualizado)

1 comentário:

fb disse...

A gestão de Ricardo Salgado desobedeceu ao Banco de Portugal 21 vezes entre Dezembro de 2013 e Julho de 2014, praticou actos dolosos de gestão ruinosa por quatro vezes e concedeu dois financiamentos a administradores e a empresas do Grupo Espírito Santo sem cumprir as regras aplicáveis aos membros dos órgãos sociais e a partes relacionadas. Estas são algumas conclusões de apenas um de cinco blocos de uma auditoria forense ao BES encomendada pelo Banco de Portugal à Deloitte divulgadas pela imprensa de hoje. Revelam, em simultâneo, detalhes da actividade criminosa de uma administração que, porque já sabia que estava a prazo, aproveitou cada minuto para sangrar o que restava de um banco que depois todos tivemos que pagar e a permissividade, senão mesmo cumplicidade, de um regulador que não regulou. Ricardo Salgado e restante quadrilha continuam à solta com o património intacto. Carlos Costa, que lhes forneceu a informação de que estavam a prazo sem apertar a vigilância e fez vista grossa aos crimes agora conhecidos, continua em funções. O Governo que deveria retirar-lhe a confiança e substituí-lo recusa-se também a intrometer-se no sonho de Isabel dos Santos de se tornar a nova dona disto tudo através da fusão do BPI com o BCP. E tudo isto decorre num ambiente primaveril de paz social com os três partidos do arco disto tudo inabaláveis na zona de conforto proporcionada por mais de 75% das intenções de voto dos portugueses. A festa pode continuar.