quinta-feira, 19 de março de 2015

Da série "o lado mais magrinho do Estado"


Para todos nós que vimos salários e pensões confiscados e fomos sobrecarregados com os impostos que foram poupados às grandes fortunas, rendas e lucros não foi novidade nenhuma o que ouvimos ontem à Ministra das Finanças: “temos” os cofres cheios. Têm os cofres cheios, dizia a senhora. Obrigadinho, pagámo-lo nós. O que porventura a maioria não sabe é que esse excedente de liquidez, pelo qual Portugal já paga um juro aos especuladores que compraram a dívida correspondente, ainda rende ao BCE o juro negativo que actualmente o remuneram pelo maior stock de liquidez de sempre que lá temos depositado. Repararam que dispensei as aspas neste último temos. É que somos nós a pagar outra vez. O produto do saque de salários, pensões e impostos dá e sobra para sustentar este lado mais magrinho do Estado. Para Saúde, Educação, subsídios de desemprego e RSI  é que não há: são “gorduras”. Somos.

Vagamente relacionado: A dívida pública na óptica de Maastricht subiu mais de 6.600 milhões de euros em Janeiro face a Dezembro do ano passado. Totaliza agora 231.083 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

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