As “reformas estruturais” e aquela
“incompetência” tão competente para o que realmente lhes interessa. Cortar salários e pensões, facilitar
despedimentos, diminuir prestações sociais, aumentar impostos sobre os
rendimentos do trabalho, reduzir impostos sobre lucros, até reduzir o número de
feriados. Bruxelas sugeriu primeiro e mandou depois, os últimos dois Governos
obedeceram, o actual superou as ordens recebidas e todos, incluindo a sua
comunicação social, se puseram de acordo em chamar-lhes “reformas estruturais”.
E não são reformas estruturais, são medidas que concentram a riqueza, que
empobrecem para enriquecer. Reformas estruturais seriam, por exemplo, a
promoção da obrigatoriedade de avaliações de custo-benefício nas empreitadas
públicas, da exigência de programações ao nível dos custos e dos prazos para a
conclusão das obras e do alargamento das consultas ao mercado a mais de uma
entidade, três das vinte e sete recomendações que o Tribunal de Contas fez em
2009 ao Governo de então na sequência de uma série de auditorias, cada uma com
revelações mais escabrosas do que a outra, sobre a generosidade mascarada de
incúria que o Governo Sócrates lhes dispensava. Passaram mais de cinco anos e, notícia
do dia, quer os de Sócrates, quer o que aponta a Sócrates as culpas que tem
e as que não tem, os Governos das “reformas estruturais”deixaram na gaveta mais
de metade das reformas estruturais que o Tribunal de Contas lhes recomendou. O PS
e o PSD bem podem agora acusar-se mutuamente de incompetência. Têm toda a razão.
Uma incompetência bastante competente nos lucros que proporciona à Mota-Engil, à
Somague e a outras que tais que também dão empregos muito bem remunerados a ex-governantes
dos três partidos do arco que lhes faz a fortuna. O que o relatório hoje divulgado
pelo Tribunal de contas nos diz é que, mais coisa, menos coisa, a tradição continua
a ser o que era. Há menos obras adjudicadas, é verdade, mas isso é outra conversa.
Superavit
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[image: thinkstockphotos-492595743.jpg]
Há muito que se conhece a frieza dos credores que jogam no casino das
dívidas dos países, como também se percebeu...
Há 1 hora


2 comentários:
Uma incompetência bastante competente nos lucros que proporciona à Mota-Engil, à Somague e a outras que tais que também dão empregos muito bem remunerados a ex-governantes dos três partidos do arco que lhes faz a fortuna. O que o relatório hoje divulgado pelo Tribunal de contas nos diz é que, mais coisa, menos coisa, a tradição continua a ser o que era. Há menos obras adjudicadas, é verdade, mas isso é outra conversa.
Concordo consigo, Filipe, quando diz que as reformas estruturais não foram feitas. Diminuir a despesa com cortes a direito não é reformar. Onde está a reforma administrativa do país? Onde a distinção entre fundações e institutos que merecem apoio e @s que devem ser simplesmente extint@s?
Apenas dois exemplos...
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