quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os radicais da chantagem


Como resultado dos inúmeros contactos promovidos pelo novo Governo grego, nos últimos dias foi-se progressivamente dissipando o mito das alternativas que afinal existem e ficou claro para todos que o que não havia era tão-somente, e querê-lo é tudo, vontade política para afrontar as imposições dos loucos furiosos que estão a destruir a Europa. Até ontem à tarde, estávamos assim. E ontem à noite ficámos também a saber quem são afinal os perigosos radicais. Unilateralmente, com negociações a decorrer, o  Banco Central Europeu (BCE) anunciou que a partir de 11 de Fevereiro deixará de aceitar os títulos de dívida pública da Grécia como garantia para os empréstimos que concede aos bancos gregos. A mensagem dos radicais da chantagem é "Não há cá negociações nem meias negociações. Ou continuam a destruir o vosso país como nós vos mandamos, ou deixam de poder contar com os milhões  do Banco Central vagamente Europeu nestas e só nestas condições". As regras do euro também já se escancararam  à vista de todos. A tudo isto o Governo grego respondeu com um "não vamos chantagear, mas também não vamos deixar que nos chantageiem". Elementar bom senso ou dignidade radical? Ambos. Mais uma lição.



A política das joelheiras: "Os principais apostados num eventual falhanço do Syriza nem são os alemães, mas os seus capatazes coloniais que impuseram uma política de escravatura aqui junto ao Tejo. É vê-los, depois de terem dado muitos milhares de milhões aos bancos e aos grupos económicos que lhes vão dar emprego quando saírem da sua comissão de serviço no governo, gritarem que são portugueses e estão preocupados com os 1500 milhões de euros que Portugal foi obrigado, pela troika, a emprestar à Grécia. Se os partidos fossem obrigados a ter um nome que os associasse às suas verdadeiras práticas, estes cultores da diplomacia das joelheiras chamar-se-iam Partido Social dos Especuladores Alemães e Partido Popular dos Agiotas Germânicos. O problema deste governo de colaboracionistas é que, se o Syriza provar que ter dignidade dá melhores resultados económicos que andar a lamber os pés da chanceler Merkel, a irracionalidade dos sacrifícios imbecis que nos obrigaram a fazer vai ficar completamente visível, até para o menos esclarecido habitante do Cavaquistão." (Nuno Ramos de Almeida)

3 comentários:

fb disse...

E ontem à noite ficámos também a saber quem são afinal os perigosos radicais. Unilateralmente, com negociações a decorrer, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou que a partir de 11 de Fevereiro deixará de aceitar os títulos de dívida pública da Grécia como garantia para os empréstimos que concede aos bancos gregos. A mensagem dos radicais da chantagem é "ou continuam a destruir o vosso país como nós vos mandamos, ou deixam de poder contar com os milhões do Banco Central vagamente Europeu nestas e só nestas condições". As regras do euro também já se escancararam à vista de todos.

Anónimo disse...

Era mais que evidente que os verdadeiros donos do Mundo, os tais mercados,iriam entalar a Grécia e tentar apanhar-lhes as ilhas e os seus Euros em saldo. Isto é um holocausto, ainda mais sacana, que o nazi. Malandros infames!!!

Filipe Tourais disse...

Não seria assim tão evidente. Da Alemanha, que mal ou bem tem um Governo eleito, talvez. Agora do BCE? O BCE deveria ficar à espera como agente político que não é. Temos ali um nonstrinho cada vez mais autoritário que não responde perante poder nenhum.