«Estou A Precisar De Uma
Recomendação De Especialistas… ou relatores ou conselheiros,
parentais ou outros, acerca de um aluno meu do 5º ano.
Penso ser uma coisa na área da
Saúde e a mim carecem os conhecimentos e sobram desconhecimentos.
É que ele boceja imenso nas
aulas, muito ruidosamente, assim de forma escancarada e a seguir aos lanches da
manhã arrota sonoramente, benzódeus e alá (não discriminemos), o que me dizem
ser contra as regras da cortesia social e desperta muita gargalhada no resto
dos colegas.

Eu, como sabem, tenho um trauma
por ser fascista e um professor muito retrógrado como disse aquele político que
era bloquista e agora vai avançando para o ps, pelo que receio excluí-lo (ao
aluno) e contribuir para uma cultura punitiva arcaica.
Diz-me @ DT que de casa dizem que
não sabem já o que fazer, que ele em casa não é assim e que a vida e coiso está
difícil e sai-se cedo e chega-se tarde quando se consegue ter emprego.
De cadernos tenho notícia
ocasional e de colaboração na aula ficámos falados lá acima, com o acréscimo da
frase mais comum “o que é que eu fiz desta vez?”
Já o tentei sensibilizar de
diversas formas, mas se o mantenho na sala tenho queixas de parte dos alunos
que dizem que ele os distrai e se o mando sair tenho quem me diga que não sei
controlar a sala de aula.
Eu sei que os especialistas,
relatores, conselheiros unânimes e demais gente que sabe disto, me dirá que
isto são casos particulares e que eu devo desenvolver as minhas skills de forma
a motivar para as aprendizagens, que o problema é meu e que se, de algum modo,
limitar a liberdade do aluno lhe pode provocar danos na auto-estima e problemas emocionais gerais e específicos
de diversa ordem.
Que isto é tudo casuístico e que
eu tenho sempre uma miopia terrível em relação ao grande cenário do custo por
aluno e da ausência de provas sobre os ganhos é um dado adquirido.
Os sampaios dirão que eu estou a
falhar na comunicação e os sebastiões que eu estou a promover a tal exclusão e
que os alunos que se queixam estão a vitimizar-se sem necessidade. E que eu sou
limitado e deveria dar lugar a gente nova, com capacidade para levar com meia
dúzia de arrotos e nem pestanejar.
Não vos queria dizer ou chocar
mas isto, numa daily basis, é uma grande bosta.
E olhem, eu até critiquei aquela
doutora muito professora por traçar um quadro apocalíptico das salas de aula.
Isto é mais uma moínha.
Aguardo a recomendação… não é
preciso ser no trebuchet oficial.
Podem mandar em vídeo.» – Paulo Guinote,
no A
Educação do meu umbigo.

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Não vos queria dizer ou chocar mas isto, numa daily basis, é uma grande bosta. E olhem, eu até critiquei aquela doutora muito professora por traçar um quadro apocalíptico das salas de aula.
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