sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A ler: "As novidades chegam tarde à província"

«(…) A ladainha das obrigações que os gregos têm que cumprir 'custe o que custar', tem muito que se lhe diga. A começar pelo óbvio. E as responsabilidades pelo falhanço rotundo do programa da troika, que transformou um problema de contas públicas numa crise humanitária, quem as assume? O reverso da medalha da "ajuda" europeia foi destruição de 25% da riqueza do país e 3 milhões de gregos sem acesso aos cuidados de saúde. Pagar a dívida, que entretanto passou de 117% para 185%, isso sim, é um conto de crianças. Sim, a Grécia tem que cumprir com as suas obrigações, mas, confrontado com a evidência que o caminho seguido está a destruir o país, a obrigação moral de qualquer governo é, antes de mais, para com o seu povo. É o que está a ser feito. Por muito que isso incomode a direita nacional, que vê no reflexo dessa imagem de independência e respeito pelos compromissos a mais poderosa denúncia do seu rotundo falhanço e alinhamento com os interesses financeiros. (…) – Mariana Mortágua, no Expresso. Ler na íntegra aqui.

1 comentário:

fb disse...

E as responsabilidades pelo falhanço rotundo do programa da troika, que transformou um problema de contas públicas numa crise humanitária, quem as assume?