Como "primeiro passo", ponto
de partida dependente de uma "avaliação positiva" posterior do
"programa", o Eurogrupo acaba
de aprovar à condição a
lista de reformas que lhe foi apresentada pelo Governo grego. Ou seja, não foi
uma aprovação incondicional, mas também não foi a rejeição liminar pretendida por alemães e
alemãezinhos, leia-se, Portugal e Espanha. O Eurogrupo acusa os efeitos da ofensiva
mediática desenvolvida pelo Governo grego junto das opiniões públicas europeias
e, sem margem política para assumir uma rejeição imediata das propostas gregas,
decidiu jogar com o tempo e apostar numa guerra de desgaste em duas frentes, a
das "reformas estruturais" – a agenda de reconfiguração social de
concentração de riqueza que destruiu a Grécia – que continua a exigir por um
lado e a da erosão da base eleitoral do Governo grego, por outro. A corda ainda
não partiu, mas pode partir a qualquer momento. O lado alemão irá tentar fazê-la partir no
momento mais apropriado para evitar que o efeito Syriza alastre pela Europa em ano
de eleições em Espanha e em Portugal. O lado até agora totalmente ganhador sabe que tem
tudo a perder. Oxalá o lado até agora totalmente perdedor, o dos cidadãos europeus, perceba que só tem a ganhar em cerrar
fileiras e fazê-los cair. Os gregos já começaram a ganhar. E note-se que apenas ganharam. Não perderam rigorosamente nada.
Superavit
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[image: thinkstockphotos-492595743.jpg]
Há muito que se conhece a frieza dos credores que jogam no casino das
dívidas dos países, como também se percebeu...
Há 1 hora


1 comentário:
Ou seja, não foi uma aprovação incondicional, mas também não foi a rejeição liminar pretendida por alemães e alemãezinhos, leia-se, Portugal e Espanha. O Eurogrupo acusa os efeitos da ofensiva mediática desenvolvida pelo Governo grego junto das opiniões públicas europeias e, sem margem política para assumir uma rejeição imediata das propostas gregas, decidiu jogar com o tempo e apostar numa guerra de desgaste em duas frentes, a das "reformas estruturais" – a agenda de reconfiguração social de concentração de riqueza que destruiu a Grécia – que continua a exigir por um lado e a da erosão da base eleitoral do Governo grego por outro. A corda ainda não partiu, mas vai partir. E o lado alemão irá tentar fazê-la partir no momento mais apropriado para evitar que o efeito Syriza alastre pela Europa em ano de eleições em Espanha e em Portugal. O lado até agora ganhador sabe que tem tudo a perder. Oxalá o lado até agora perdedor perceba que só tem a ganhar em cerrar fileiras e fazê-los cair.
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