quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Exportações portuguesas perdem vistos gold


Portugal concede vistos gold a ricalhaços de regimes onde só se enriquece à sombra dos seus cleptocratas mais influentes, dá luz verde à entrada de milhões sem averiguar a sua proveniência criminosa, deixa que a filha do ditador José Eduardo dos Santos tome posição no capital das maiores empresas de todos os sectores-chave da nossa economia e agora assiste à imposição de quotas de importação que reduzirão em cerca de um terço as exportações portuguesas de produtos alimentares e agrícolas para Angola. Vender a intolerância que deveríamos manifestar sempre que estão em causa violações sistemáticas dos direitos humanos mais elementares é sempre péssimo negócio. Negociar com ladrões nunca é boa ideia. Pactuar com ditaduras por meia dúzia de vinténs dos quais a esmagadora maioria dos portugueses só sabe de ouvir falar é uma vergonha imensa. E agora, mais isto. Angola retirou os vistos gold às nossas exportações. É assobiar para o lado e dizer que está tudo bem. Sem tirar as mãozinhas dos bolsos.

1 comentário:

fb disse...

Portugal concede vistos gold a ricalhaços de regimes onde só se enriquece à sombra dos seus cleptocratas mais influentes, dá luz verde à entrada de milhões sem averiguar a sua proveniência criminosa, deixa que a filha do ditador José Eduardo dos Santos tome posição no capital das maiores empresas de todos os sectores-chave da nossa economia e agora assiste à imposição de quotas de importação que reduzirão em cerca de um terço as exportações portuguesas de produtos alimentares e agrícolas para Angola. Vender a intolerância que deveríamos manifestar sempre que estão em causa violações sistemáticas dos direitos humanos mais elementares é sempre péssimo negócio. Negociar com ladrões nunca é boa ideia. Pactuar com ditaduras por meia dúzia de vinténs dos quais a esmagadora maioria dos portugueses só sabe de ouvir falar é uma vergonha imensa. E agora, mais isto. Angola retirou os vistos gold às nossas exportações. É assobiar para o lado e dizer que está tudo bem. Sem tirar as mãozinhas dos bolsos.