quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Cheira bem, cheira a Lisboa


Diz que é uma espécie de socialismo. A partir de hoje, quem tenha carro de pobre deixa de poder circular no centro de Lisboa. Diz que é uma espécie de ecologia. A menos que seja por exemplo um táxi, e então já pode. A ideia não será, portanto, modernizar a frota de táxis da capital do nosso turismo, pelo menos para já, o que até faz um certo sentido. Bem vistas as coisas, observar uma cidade cheia de casas a cair de maduras da janela de um táxi a cair de maduro tem a sua coerência. Mas para já, para já, a mensagem é: “se queres circular em Lisboa, faz-te rico e compra um carro como deve ser, que nos transportes públicos também não te safas, para além de serem caríssimos, também podem poluir à vontade, estão excepcionados”. Não se zanguem. É pelo ambiente, e tudo o que é pelo ambiente é bom. Para além do mais, este resumo desta medida do Costa autarca é em tudo igual a este outro das soluções propostas pelo António Governante: “se Portugal quer resolver o problema da dívida, que cresça e se torne um país como deve ser”. Cá está ela outra vez, a coerência. O homem gosta de nos mandar enriquecer. Não tem nada de mal, pois não? Cheira bem, cheira a Lisboa. Uma capital sem pobres. É boa ideia. Caramba, eu não hei-de morrer sem ver o António governante a encerrar a A1 durante uma semana para fazer o upgrade do "piquenicão" do Belmiro pelo qual o Costa autarca costuma mandar encerrar a Avenida da Liberdade durante três dias. Diz que é para o bem da economia.

4 comentários:

fb disse...

Diz que é uma espécie de socialismo. A partir de hoje, quem tenha carro de pobre deixa de poder circular no centro de Lisboa. Diz que é uma espécie de ecologia. A menos que seja por exemplo um táxi, e então já pode. A ideia não será, portanto, modernizar a frota de táxis da capital do nosso turismo, pelo menos para já, o que até faz um certo sentido. Bem vistas as coisas, observar uma cidade cheia de casas a cair de maduras da janela de um táxi a cair de maduro tem a sua coerência. Mas para já, para já, a mensagem é: “se queres circular em Lisboa, faz-te rico e compra um carro como deve ser, que nos transportes públicos também não te safas, para além de serem caríssimos, também podem poluir à vontade, estão excepcionados”. Não se zanguem. É pelo ambiente, e tudo o que é pelo ambiente é bom. Para além do mais, este resumo desta medida do Costa autarca é em tudo igual a este outro das soluções propostas pelo António Governante: “se Portugal quer resolver o problema da dívida, que cresça e se torne um país como deve ser”. Cá está ela outra vez, a coerência. O homem gosta de nos mandar enriquecer. Não tem nada de mal, pois não? Cheira bem, cheira a Lisboa. Uma capital sem pobres. É boa ideia.

Anónimo disse...

Acho bem, que um autarca da minha terra, à quatro gerações, se preocupe com a cidade de Lisboa, neste caso a Baixa e outras mais - tranportes não falta - Metro, Electrico, autocarro - não preciso de carro quando vou ao Estádio da Luz e fazer a minha vida.

"coitadinos dos pobres"

Zé da Esperança

Filipe Tourais disse...

Eu também acho bem que os autocarros velhíssimos que circulam por Lisboa dias inteirinhos, pelos quais os utentes pagam como se fossem novinhos em folha e de luxo, poluam mais do que cem carritos que circulem ocasionalmente e por períodos curtos. Foi o que escrevi no post. Este homem só tem boas ideias.

Anónimo disse...

Isto é o começo da derrocada do Costa.
Lisboa é linda, pois é mas isso é quem a vê por fora porque por dentro aquilo que está escondido não interessa ao Costa que se veja porque outros interesses falam mais alto.
Uma medida que se pode classificar de uma estupidez e falta de civismo muito grande porque depois disto, vão-se os aneis e ficam os dedos e nos dedos, há muita porcaria e muita poluição que ficará para sempre na cidade de Lisboa.