Os homens de mão, os homens de
mão dos homens de mão, os profissionais do aplauso da imprensa económica e um
público que aceita qualquer história de embalar, mesmo que muito mal contada e
até mesmo as que representam um presente adiado e um futuro cada vez mais enegrecido.
A história mal contada destes dias é a
de um tal banco bom que se construiu sobre largos milhares de milhão que
tanta bondade 100% boa sempre dispensaria. O homem de mão do momento é Carlos
Costa, o regulador que apenas regula por ordem expressa de quem lhe garante o
salário do mês seguinte. Os homens de mão deste homem de mão vão sendo por ele
colocados no banco bom a brincar com os milhares de milhão para aí desviados de
serviços públicos e de prestações sociais ao som de elogios. Vítor Bento foi
apresentado como o génio da virtude que iria acabar com o regabofe de
irresponsabilidades do BES em Agosto para bater
com a porta do Novo Banco em Setembro, Stock da Cunha é apresentado em
Setembro como o Vítor Bento de Agosto para ficar pelo menos até se lhe esgotar
a virtude. Vítor Bento é agora o irresponsável que a falta de memória colectiva
se encarregará de tragar até que se concretize o negócio que os profissionais
do aplauso já começaram a acomodar na opinião pública: o banco de Ulrich irá
engolir o Novo Banco quando e ao preço que lhe der mais jeito. Como era mesmo a
frase de Ulrich? Ah, sim, “ai aguentam, aguentam”. Vítor Bento cessou funções precisamente
no dia em que os cortes salariais regressaram à função Pública. Stock da
Cunha é anunciado exactamente no dia em que o Serviço Nacional de Saúde
comemora 35 anos apodrecido pela falta dos milhões em impostos que um dia pagaram Saúde
e agora servem para financiar todas as delinquências que quem manda tem como
garantido poder transformar em complemento directo do verbo aguentar. Ai
aguentam? Então aguentem lá mais esta, ó borboletas.


