Este é um post de férias, como
tal, necessariamente curto, pelo que não irei comentar a nova vergonha que, sem as devidas cautelas e contrapartidas para os
contribuintes donos de todo aquele dinheiro, fez aparecer metade do orçamento anual
que desapareceu do Serviço Nacional de Saúde precisamente sobre o buraco
escavado pela delinquência do banqueiro favorito da delinquência do
centrão preferido dos portugueses. Também não irei comentar a velha
vergonha a que continuamos a assistir em Gaza, onde os israelitas continuam
a poder assassinar inocentes e a bombardear escolas e hospitais construídos com
a ajuda da mesma querida União Europeia humanitária que lhes vende algumas das
armas que os sionistas utilizam nos seus crimes contra a humanidade. O novo
fantoche disto tudo Vítor Bento deu uma entrevista na qual
admite que o brinquedo que lhe puseram nas mãos poderá fechar balcões e
despedir gente, isto é, o BES foi ao fundo por ter demasiados balcões e
trabalhadores e não porque se dedicou a negócios arriscados que nem mesmo depois
de sermos obrigados a pagá-los serão proibidos ao Novo Banco. Este post é sobre
o uso que damos à informação que nos chega e sobre as consequências do que não fazemos
sobre a porcaria de vida e de mundo a que nos condenamos. Regresso às férias. Depois
conto-vos se encontrei a nossa consciência colectiva. Também está de férias. Sempre
de férias.
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
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