"... António Costa tentava fazer
o mesmo, circular, quando não era puxado para um canto por um militante para
discutir a importância essencial de um qualquer tema ou para atender um
qualquer telefonema de um telemóvel
que não era o seu."
– Está lá, "quando o telefone toca", edição especial "de esquerda", convenção "mudar
Portugal"?
– Posso dizer a frase?
– Venha ela, camarada ouvinte.
– Então cá vai: "o Seguro tem cara de bosta, o Costa promete o que a malta gosta".
– Muito bem. E agora o seu pedido.
– Vai para aí um grande burburinho motivado pela decisão de não falar sobre a austeridade que se perspectiva para as próximas décadas se não rasgarmos o Tratado Orçamental e se não renegociarmos a dívida. eu queria ouvir uma música bonita com uma letra sobre este tema. Não é preciso dizer "rasgar" ou "renegociar", basta dizer "ajustar". "Ajustar não o compromete com nada, afinal, "ajustar" é o que um homem quiser.
– Posso dizer a frase?
– Venha ela, camarada ouvinte.
– Então cá vai: "o Seguro tem cara de bosta, o Costa promete o que a malta gosta".
– Muito bem. E agora o seu pedido.
– Vai para aí um grande burburinho motivado pela decisão de não falar sobre a austeridade que se perspectiva para as próximas décadas se não rasgarmos o Tratado Orçamental e se não renegociarmos a dívida. eu queria ouvir uma música bonita com uma letra sobre este tema. Não é preciso dizer "rasgar" ou "renegociar", basta dizer "ajustar". "Ajustar não o compromete com nada, afinal, "ajustar" é o que um homem quiser.
A terminar
a convenção: "Foi aí que [António Costa] falou nesse “novo equilíbrio
entre compromissos”, que identificou. Prometeu um Governo “batalhador” na Europa
que lutasse por “uma nova leitura do Tratado Orçamental”, que permitisse
“ajustar as metas ao ciclo económico”, e assumiu a batalha para equilibrar a
necessidade “de cumprir o serviço da dívida e as necessidades de investimento”
da economia. Falou em “refocar o quadro financeiro” europeu, já depois de
lembrar que esse embate na Europa não teria de ser feito sozinho, ao referir
que já via “mudanças” nos discursos tanto do novo presidente da Comissão
Europeia, Jean-Claude Juncker [ai, uiui, ai, ui], como no próprio Conselho
Europeu."
– Estou sim, "quando o telefone toca", convenção "mudar
Portugal"?
– Posso dizer a frase?
– Venha ela, camarada ouvinte.
– Então cá vai: "o Seguro não dá luta, o Costa promete maioria absoluta".
– Posso dizer a frase?
– Venha ela, camarada ouvinte.
– Então cá vai: "o Seguro não dá luta, o Costa promete maioria absoluta".
– Muito bem. E agora o seu pedido.
– Ó pá, então eu e o Daniel tivemos uma trabalheira enorme para pôr o circo a arder no Bloco de Esquerda, andamos a dizer ao pessoal que vamos finalmente unir a esquerda e regenerar o PS e o Costa aparece todo amigalhaço do Rio a mandar-se para um Governo de Bloco Central com pacto de regime para os próximos dez anos e tudo? Ó pá, não pode ser, assim ninguém nos leva a sério e somos nós que nos queimamos. Ponham aí uma música bonita sobre uma esquerda unida e feliz. Não é preciso dizerem que se vão coligar connosco, até porque nós ainda nem expressão eleitoral temos. Escusam de negar que se coligarão com o PSD, mas digam assim qualquer coisita sobre não quererem coligações com o actual Governo, o pessoal vai pensar que é a mesma coisa.
– Ó pá, então eu e o Daniel tivemos uma trabalheira enorme para pôr o circo a arder no Bloco de Esquerda, andamos a dizer ao pessoal que vamos finalmente unir a esquerda e regenerar o PS e o Costa aparece todo amigalhaço do Rio a mandar-se para um Governo de Bloco Central com pacto de regime para os próximos dez anos e tudo? Ó pá, não pode ser, assim ninguém nos leva a sério e somos nós que nos queimamos. Ponham aí uma música bonita sobre uma esquerda unida e feliz. Não é preciso dizerem que se vão coligar connosco, até porque nós ainda nem expressão eleitoral temos. Escusam de negar que se coligarão com o PSD, mas digam assim qualquer coisita sobre não quererem coligações com o actual Governo, o pessoal vai pensar que é a mesma coisa.
A terminar
a Convenção: "Outra das “três questões políticas” a que se propôs
responder foi “como governar”. Pediu a “maioria absoluta” porque, apesar de ver
“com interesse as várias e livres animações” na esquerda, reconhecia com
“realismo” que nesse espectro “nunca” o PS tinha encontrado “disponibilidade”
para “assumir a responsabilidade” de governar. “Temos que estar preparados para
assumir por inteiro as nossas responsabilidades”, avisou perante o entusiasmo
dos seus apoiantes. Mas a ovação maior foi quando Costa fechou a porta ao
actual PSD e CDS. “Para sermos alternativa ao Governo, não podemos ser governo
com quem faz parte do actual Governo. (...)Sócrates e Guterres, aliás, foram
sempre aplaudidos de cada vez que os seus nomes foram referidos. Nomes de
esquerda assumidos como uma bandeira das políticas de esquerda. Porque,
rematava Costa, já bastava de direita. “Quem pensa como a direita acaba a
governar como a direita”, atirou o desafiador de António José Seguro." "O
autarca de Lisboa indicou ainda que se os partidos de Esquerda deixarem de ser
de protesto contará com eles e lembrou que «não será por mim que qualquer
partido à nossa Esquerda é excluído do acesso à governação»."
Antes
da Convenção: "Rui Rio, ex-presidente da Câmara do Porto, e António
Costa, actual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS,
defenderam esta terça-feira um entendimento de regime ou um acordo a dez anos
entre os protagonistas políticos. "A maioria absoluta [como defendeu
António Costa] é o mais importante, mas pode não ser o garante fundamental para
um acordo de regime ou a dez anos. O importante é a capacidade dos
protagonistas porem o interesse nacional acima de tudo e não o interesse
partidário, assim pode-se conseguir um entendimento de regime", afirmou
Rui Rio. Concordando com o ex-autarca do Porto, António Costa disse que "a
questão básica tem a ver com a confiança"."
– Alô, "quando o telefone toca", edição especial "de esquerda", convenção "mudar
Portugal"?
– Posso dizer a frase?
– Posso dizer a frase?
– Venha ela, estimado ouvinte.
– Então cá vai: "o Seguro é um copinho de leite mesmo nada baril, o Costa é que nos vai dar a receita da chamuça e do caril".
– Hmmmm.... Muito bem. E agora o seu pedido.
– Então cá vai: "o Seguro é um copinho de leite mesmo nada baril, o Costa é que nos vai dar a receita da chamuça e do caril".
– Hmmmm.... Muito bem. E agora o seu pedido.
– Já disse, as melhores receitas de chamuças e de caril que souber.
– Lamento, camarada ouvinte, não vai ser possível. Não é isso que a plateia quer ouvir. Vai ter que ficar para uma próxima, está bem? Mas o camarada vote em mim que eu depois mando-lhe as receitas por e-mail, ok? Fica prometido, palavra de Costa.
– Lamento, camarada ouvinte, não vai ser possível. Não é isso que a plateia quer ouvir. Vai ter que ficar para uma próxima, está bem? Mas o camarada vote em mim que eu depois mando-lhe as receitas por e-mail, ok? Fica prometido, palavra de Costa.

