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| Foto: Secundária Rodrigues de Freitas, no Porto (Público) |
Nuno Crato quis voltar à carga
com uma prova de avaliação que nada avalia mas que serve para eliminar docentes da lista
dos abrangidos pela decisão do Tribunal Europeu de obrigar o Estado português a
parar com o abuso que durante décadas condenou profissionais a andarem uma vida
inteira de casa às costas daqui para ali com contratos a prazo. Apostou que
poderia impô-la com esperteza saloia e anunciou a data da sua realização com
uma antecedência suficientemente curta para impedir que os sindicatos
convocassem novamente uma greve que desse aos professores escalados para
vigiarem a prova a justificação da falta de comparência à vergonha de
colaborarem com o Governo na humilhação dos seus colegas. Erro de cálculo. Os
sindicatos convocaram plenários que também servem na perfeição como
justificação de faltas para todas as escolas onde hoje se realizariam as
provas. De nada serviu a Crato tentar proibi-los, porque tudo indica que os
plenários se realizaram em número
suficiente para que também não seja hoje que o ministro da falta de
vergonha cante vitória.
Mesmo em férias, não obstante haver
ovelhas negras que envergonham a classe, os professores conseguiram
mobilizar-se e mostrar aos restantes servidores do Estado como se faz para
fazer um ministro parvalhão cair do cavalo: um por todos e todos por um. E
bastante falta faz recordá-lo. À notícia de ontem de que o Ministério das
Finanças deu indicações aos organismos públicos para inscreverem nas suas
propostas de Orçamento apenas 80% do valor das remunerações certas e
permanentes do último mês antes da reposição dos cortes a que o Governo foi obrigado
pelo Tribunal Constitucional, isto é, o Governo prevê cortar em 2015 ainda mais
20% do que aquilo que deixou de poder cortar a partir de 31 de Maio, junta-se a
notícia
de hoje de que os dirigentes dos serviços públicos têm até 22 de Agosto
para identificarem o número de trabalhadores que querem enviar para a
mobilidade especial ou com os quais pretendem rescindir contrato no próximo
ano. Cortes sobre cortes, Tratado Orçamental, austeridade sobre austeridade para todo o sempre. Há
quem prefira continuar a acreditar que não está a acontecer nada.
Vagamente relacionado: de acordo com dados do
Eurostat divulgados
hoje, Portugal tinha no primeiro trimestre do ano uma dívida próxima dos
221 mil milhões de euros, mais sete mil milhões do que nos três meses
anteriores e um valor que correspondia a 132,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Na comparação entre o primeiro trimestre deste ano e o do ano passado, a subida
portuguesa é ainda maior. O país tinha então uma dívida de aproximadamente 209
mil milhões de euros, menos 12 mil milhões do que agora, o que significava
127,4% da riqueza produzida, um valor 5,5 pontos percentuais abaixo do
registado em 2014. Com estes números, Portugal registou o terceiro maior
crescimento de dívida na União Europeia em termos de percentagem do PIB. A
dimensão da dívida portuguesa face ao PIB coloca o país também no terceiro
lugar dos Estados da UE com um rácio mais desfavorável. Em primeiro está a
Grécia, com 174,1%, e em segundo surge a Itália, com 135,6%.
Ainda mais vagamente: Rui Rio, ex-presidente da Câmara do Porto, e António Costa, actual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS, defenderam esta terça-feira um entendimento de regime ou um acordo a dez anos entre os protagonistas políticos. "A maioria absoluta [como defendeu António Costa] é o mais importante, mas pode não ser o garante fundamental para um acordo de regime ou a dez anos. O importante é a capacidade dos protagonistas porem o interesse nacional acima de tudo e não o interesse partidário, assim pode-se conseguir um entendimento de regime", afirmou Rui Rio. Concordando com o ex-autarca do Porto, António Costa disse que "a questão básica tem a ver com a confiança".
E nada a ver com: Durante a reunião da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários que teve lugar esta Terça-feira no Parlamento Europeu, em resposta à Deputada Marisa Matias, o representante da Comissão Europeia afirmou, relativamente ao BES, que "o passado [anterior a Julho do próximo ano] terá que ser abordado com os instrumentos do passado". Olivier Guersent, director adjunto da Direcção Geral do Mercado Interno e Serviços, quis assim deixar bem claro que, com a ressalva de que esse era um assunto da competência do Conselho e dos Governos, nem o instrumento do Mecanismo Único de Resolução, nem os da Directiva de Resolução Bancária poderão ser utilizados no caso do BES, ou seja, serão os contribuintes a pagara herança Espírito Santo.
Ainda mais vagamente: Rui Rio, ex-presidente da Câmara do Porto, e António Costa, actual presidente da Câmara de Lisboa e candidato a líder do PS, defenderam esta terça-feira um entendimento de regime ou um acordo a dez anos entre os protagonistas políticos. "A maioria absoluta [como defendeu António Costa] é o mais importante, mas pode não ser o garante fundamental para um acordo de regime ou a dez anos. O importante é a capacidade dos protagonistas porem o interesse nacional acima de tudo e não o interesse partidário, assim pode-se conseguir um entendimento de regime", afirmou Rui Rio. Concordando com o ex-autarca do Porto, António Costa disse que "a questão básica tem a ver com a confiança".
E nada a ver com: Durante a reunião da Comissão de Assuntos Económicos e Monetários que teve lugar esta Terça-feira no Parlamento Europeu, em resposta à Deputada Marisa Matias, o representante da Comissão Europeia afirmou, relativamente ao BES, que "o passado [anterior a Julho do próximo ano] terá que ser abordado com os instrumentos do passado". Olivier Guersent, director adjunto da Direcção Geral do Mercado Interno e Serviços, quis assim deixar bem claro que, com a ressalva de que esse era um assunto da competência do Conselho e dos Governos, nem o instrumento do Mecanismo Único de Resolução, nem os da Directiva de Resolução Bancária poderão ser utilizados no caso do BES, ou seja, serão os contribuintes a pagara herança Espírito Santo.


