Foram ambos punidos nas urnas nas
mesmas eleições e pelo mesmo motivo, o de se afirmarem de esquerda no discurso
e revelarem-se tão ou mais de direita do que os partidos de direita na acção. A
crise interna que se instalou no PSOE espanhol era tão antiga como a que
rebentou ao mesmo tempo no seu homólogo português. O PSOE pode a partir de hoje
orgulhar-se de já ter conseguido arrumar a casa. Pedro
Sanchez é o novo líder dos socialistas espanhóis. Já os socialistas
portugueses, apesar da rebaldaria quotidiana de cenas tristes com que nos vão brindando apenas
ter data prevista para terminar depois do final do Verão, podem orgulhar-se dos aliados
que vão ganhando todos os dias mesmo sem sabermos que PS teremos depois das
primárias e mesmo sem falar sequer em programas. O Público titula "Ana
Drago e Daniel Oliveira admitem aproximar-se do Livre e do PS". De um
partido que ajudaram a fazer em fanicos directamente e de braços abertos para outro que está em frangalhos, ali
com uma coisa que também ninguém sabe o que é pelo meio mas que tem todo o
aspecto de trampolim político
ao serviço de ambições pessoais. Os trampolineiros
dizem que vão unir a esquerda. Gosto muito de os ouvir falar.
