Quando, esta manhã na rádio
pública, o fantástico Nuno Melo revelou o âmago dos seus achares sobre a ameaça
do crescimento da representação dos partidos por si chamados de “extrema-esquerda” no PE e, sem
revelar onde foi buscar o achar, chutou para o ar a possibilidade de partidos
como o espanhol Podemos estarem a ser financiados por Cuba e pela Venezuela,
com certeza ainda não sabia desta notícia também por confirmar sobre aqueles
amigos que sempre dão uma mãozinha em negócios submarinos com ou sem sobreiros:
“Família
Espírito Santo equaciona entrada do Estado venezuelano para salvar o grupo”.
O nosso Nuno já deve ter reconsiderado. No íntimo, ele sabe que não sabe se os
venezuelanos estão ou não a financiar partidos na Europa. Disse-o por dizer,
como quase tudo o que diz e, com os diabos, não lhe deram um espaço todas as
Quartas-feiras na
Antena 1 para ficar calado. Mas se os venezuelanos vão ajudar os amigos
Espírito Santo, também não hão-de ser tão bandidos como os pintam. Às tantas,
sem o saber e por culpa de gente mal intencionada cujo passatempo preferido é inventar
os boatos que melhor servem os interesses que representam, lá no fundo, lá no fundo,
lá mesmo no fundo, Nuno Melo sempre foi um bolivariano convicto. Descobre-o
aos 48, por obra e graça dos Espírito Santo. O patrão é que sabe.
