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| Desta vez, o MPT não concorreu na mesma lista que o PSD. Aposta ganha. |
Prossegue a epopeia Marinho Pinto
nessa Europa para onde 234.603 portugueses quiseram mandá-lo em sua
representação. Depois da humilhação da rejeição pelos Verdes europeus, que não estiveram
para ter um homofóbico sentado na sua bancada no PE, a escolha do nosso
justiceiro dos sete costados foi ir bater à porta dos Liberais para ver se desta
vez a coisa corre melhor e finalmente encontra quem lhe dê abrigo. A aventura parece estar bem
encaminhada para ter um final feliz, mas nestas bolandas nunca se sabe. A
saga segue dentro de momentos. E as informações valem o que valem, de acordo
com o uso que lhes é dado e com a capacidade que quem as recebe tem de
acreditar naquilo que quer.
Como situar Marinho Pinto no
espectro político? Se o fizermos com base nas escolhas do próprio, quer Verdes,
quer Liberais estão para lá do centro, a escolha para segundas núpcias mais à
direita do que a primeira. De esquerda é que Marinho Pinto não é com certeza. Mas
se olharmos para a recolha
de opiniões feita pela Pitagórica para o jornal I verificamos que 40,2% "acham"
que Marinho Pinto é um político de esquerda, 18% dos inquiridos situam-no no centro-esquerda,
18,6% na esquerda e existem mesmo 3,6% que não hesitam em situá-lo na extrema-esquerda.
Para 1,4% Marinho Pinto está na extrema-direita enquanto apenas 6,1% o localizam
no centro direita e 4,7% na direita: 12,2% dos inquiridos situam-no à direita do
centro. 47,6% não o situam em lugar nenhum. Seja lá como for, mais de 30% querem-no
a concorrer às legislativas e depois às presidenciais. E o populismo está-se bem
nas tintas para "essas coisas ultrapassadas de esquerda e de direita".


