“O que me parece é que há e uma nova esperança a nascer em Portugal”, afirmou Cavaco Silva dirigindo-se a cerca de uma centena de quadros portugueses a viver na zona de Xangai. Milhares de peregrinos despediram-se hoje das celebrações no santuário de Fátima declarando-se com fé num país melhor. A Antena
1 noticia uma auditoria aos serviços prisionais que encontrou adjudicações sem
concurso público como manda a lei, a existência de uma conta fantasma que movimentava
milhões e que ninguém consegue explicar, dinheiros que desapareceram sem
qualquer justificação, entre outras irregularidades detectadas. As conclusões
preliminares apontam para responsabilidades de alguns actuais e ex-directores
prisionais. Sob suspeita estão também o actual director-geral de Reinserção e
Serviços Prisionais Rui Sá Gomes e o ex-secretário de Estado da Administração
Patrimonial da Justiça, Fernando Santo. Paulo
Portas lembrou que a discussão sobre a Reforma do Estado – leia-se, novas reduções
salariais – só agora é possível no momento em que Portugal
"ganha autonomia" e "recupera a sua soberania", desde que
tal seja discutido "com maturidade" e "sentido de
responsabilidade" para procurar o consenso político e negociação social”. No sector privado, o mesmo cenário de perdas dos últimos dez anos: o Governo quer abreviar
a caducidade das convenções colectivas. João Rendeiro e cinco ex-administradores
do Banco Privado Português (BPP) foram considerados culpados pela insolvência
dolosa daquela entidade bancária e condenados exemplarmente a permanecerem em liberdade sem
poderem exercer actividade comercial durante até oito anos. Confirma-se. Há por aí uma nova esperança a nascer.
Vagamente relacionado:
ao longo das 177 páginas do relatório da Inspecção-Geral dos Serviços de
Justiça mostra-se o caos no funcionamento dos serviços prisionais e o risco de
a qualquer momento ocorrerem novamente rupturas em serviços essenciais nas
cadeias, como a alimentação ou a assistência em saúde. Novamente porque
tal já aconteceu, por exemplo, em Outubro de 2012, no único hospital prisional
do país, em Caxias, quando, devido às dívidas acumuladas, uma empresa que
prestava serviços auxiliares de acção médica deixou de pagar aos seus
colaboradores e estes deixaram de ir trabalhar, o que obrigou a ter que avançar-se
com um plano de contingência. O caos no funcionamento é, no entendimento da
equipa de inspecção, uma “questão estrutural” ligada à falta de funcionários e
à crónica falta de verbas, com a sucessão de orçamentos deficitários que
obrigam ao reforço do financiamento perto do final de cada ano. (continuar
a ler)


