sábado, 5 de abril de 2014

José Wilker (1947-2014)



O Dr. Mundinho da Gabriela era fino, rico, sóbrio, amigo das boas causas, um cavalheiro daqueles que até a sogra mais exigente gostaria de ter como genro. O Roque Santeiro, pelo contrário, para além de ser um bronco, era também um trapaceiro, daqueles que não se convidam nem para tomar um café. Só um grande actor como José Wilker conseguiria representar personagens tão diferentes como estas, que escolhi por porventura serem aquelas que maior marca deixaram no imaginário do público português, sem que alguém se arriscasse a dizer que era o mesmo actor de teatro, cinema e telenovelas, resistente à ditadura militar, encenador, realizador e crítico de cinema   aquele que lhes dava vida. José Wilker deixou-nos hoje aos 66 anos. O Mundinho, o Roque Santeiro  e todos os outros vão continuar a viver lá nos confins daquele Brasil enquanto viver o último que os recorde.


(corrigido: conforme me chamaram à atenção, ao contrário do que havia escrito, Zeca Diabo não era José Wilker e sim o grande Lima Duarte. Obrigado pela correcção.)

"Não há dinheiro": que parte é que não entendeu?



"Mesmo sem contar com os 69 contratos swap que o Governo cancelou, as perdas potenciais dos swap que se mantêm activos nas empresas públicas alcançam quase 1600 milhões de euros. A maior fatia é da Metro de Lisboa, num valor superior a 600 milhões de euros. E, de entre os bancos que comercializaram estes contratos, 77% do risco de prejuízo diz respeito ao Santander, com o qual o Estado português está em litígio há quase um ano. O banco acredita que o processo que moveu em Londres para provar a validade dos derivados que vendeu lhe será favorável."




"Tido como um dos ideólogos da nova direita, Pedro Lomba assume esse estatuto com um discurso contra o que apelida, parafraseando Raymond Aron, sinistrismo. Lomba luta sem rodeios contra a cultura política formatada pela extrema-esquerda que liderou o PREC e que ainda hoje condiciona a acção política não só da direita, mas também do PS. É uma balança desequilibrada para a esquerda, que urge corrigir de forma a cumprir o projecto democrático do 25 de Abril. Apesar de assumir que a Constituição não é um obstáculo às reformas do governo, o secretário de Estado não deixa de criticar os resquícios do PREC que impedem uma leitura actual do texto constitucional. A crise demográfica, porventura o maior problema do regime democrático, merece a sua maior atenção. Além de uma reforma do Estado social, Pedro Lomba defende uma resposta transversal que envolva o mercado de trabalho, incentivos fiscais e sociais e parcerias com instituições não públicas."