A presidente da Assembleia da
República, Assunção Esteves, propôs que o órgão a que preside, que não é nenhuma
mercearia, proceda à angariação de patrocínios de empresas para suportar
os custos financeiros de iniciativas para assinalar o próximo 25 de Abril, que
também não é nenhum aniversário de nenhuma padaria. O traço comum a todas as propostas
a custear através dos patrocínios a angariar
por sugestão da gerente da loja é o fornecedor, a actual artista plástica do regime.
Assunção Esteves começou por avançar com a ideia de Joana Vasconcelos poder
fazer uma cobertura para a fachada do edifício da Assembleia da República, ideia
que o seu próprio genuíno sentido de Estado, ciente dos custos de tal empresa, se
encarregou de adaptar à “situação que o país atravessa”, acabando por propor a ornamentação
de chaimites com cravos criados pela mesma Joana Vasconcelos, não existe mais nenhum
artista plástico neste rectangulozinho à beira mar cravado. Aproveitar o 25 de Abril
para pôr a Assembleia da República a organizar um peditório a favor de Joana Vasconcelos. Esta mulher é um génio. Mesmo a calhar: a Inconseguimentos, tasca de uma esquina nas imediações da AR, abriu vaga para nova gerente.
Vagamente relacionado (com poupanças, com artistas, etc):
Para arrecadar uma receita adicional de 1277 milhões de euros em impostos e
contribuições da segurança social que estavam em dívida ao Estado, o Governo
perdoou 495
milhões de euros em juros, coimas e custas administrativas no final do ano passado.
Os dados foram enviados ontem pelo Ministério das Finanças aos deputados da
Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República.
