“O Ministério das Finanças, sem
nenhuma decisão do Conselho de Ministros, tirou-nos mais 30 milhões” diz o Reitor
da Universidade de Lisboa em emtrevista ao Público. Há uma palavra que utiliza
para descrever como foram decididos os cortes no orçamento das universidades: “Insólito.”
E é realmente insólito que só agora tenham reparado num corte que já aconteceu há
vários meses, ali algures entre Outubro e Novembro, sem reacção que se visse. Um
pouco antes, recordo, os reitores andavam entretidos a reivindicar o direito a prever
receitas próprias de valor superior ao do ano imediatamente anterior. Uma virtualidade,
como então
referi. Esqueceram-se das receitas de OE e não fizeram caso dos cortes brutais que lhes foram sendo comunicados pelos serviços.
Acordaram agora. E a semana começa com uma notícia de há mais de 3 meses.
Vagamente relacionado: «(…) Releio agora a
entrevista do Presidente da FCT ao jornal PÚBLICO, de há uma semana. Ouço-o,
mais uma vez, na audição parlamentar em que esteve com a Secretária de Estado
da Ciência, Leonor Parreira, em finais de dezembro passado. Recordo,
entretanto, a audiência que me concedeu há quinze dias. E olho para as duas
cartas de recomendação que acabo de escrever para jovens investigadores do
CECS, ambos recém-doutorandos, com bolsas de pós-doutoramento recusadas, mas
que concorrem agora a lugares abertos, um pela Universidade de Boston, outro
pela Universidade de Dresden. E penso, deveria ser permitido puxar da pistola,
quando do Governo ou da FCT nos viessem falar de qualidade e de excelência, de
ligação às empresas, de empreendedorismo, de competitividade e de produtividade.
Porque é criminosa uma política científica que não tem pensamento nem cultura,
que não tem conhecimento nem consciência.(…)» – Moisés
de Lemos Martins (ler na íntegra) .
