Dinheiros públicos, negócios privados,
o lado “magro” do Estado. A semana em que, no lado “gordo” do mesmo Estado,
cada funcionário público vai confirmando no recibo de vencimento que aquele boato
dos cortes era mesmo verdade e, o detalhe realmente importante, que o seu salário
afinal também encolheu, começou com a notícia de mais um negócio no sector da Saúde
na Segunda-feira, prosseguiu com a notícia das investigações a mais um negócio no
sector da Educação na Terça-feira e, para não variar, continua hoje, Quarta-feira,
com notícias de mais negócios do mesmo tipo, desta vez no sector da Cultura. Hoje
é a vez da Casa Fernando Pessoa, a qual, lê-se aqui,
adjudicou vários serviços por ajuste directo, desde o final de 2012, a uma
pequena empresa que tem escritório em casa da sua directora artística, a
escritora Inês Pedrosa. De acordo com mais este trabalho de investigação de José
António Cerejo, além das adjudicações feitas a essa empresa, o seu gerente e
proprietário tem beneficiado de contratos indirectos, relativos à Casa Fernando
Pessoa (CFP), celebrados pela Egeac, a empresa da Câmara de Lisboa que gere a
instituição desde 2012, e pela própria autarquia. Amanhã é Quinta-feira. No lado
“gordo” do Estado, será a vez dos funcionários do Ministério da Educação e Ciência saberem
quanto emagreceu o seu salário. E em Março haverá mais para todos, mais 1% para
a ADSE. “Reformas estruturais necessárias”, ou lá como se repete nos telejornais.
