Embora em termos ainda muito
genéricos, François Hollande acaba de tornar pública a sua "estratégia
para o relançamento da economia francesa". De inspiração socialista,
social-democrata ou social-liberal? Se uma medida como a redução drástica que
anunciou de 30 mil milhões de euros nos custos do trabalho para as empresas,
leia-se, nas contribuições que as empresas pagam à Segurança Social dissipa
parte do mistério, o corte orçamental de 15 mil milhões previsto para este ano
e o objectivo de cortar 50 mil milhões até 2017 no – expressão emblemática –
"peso do Estado – outra expressão da mesma semântica –
"poupando" na Segurança Social"
pulveriza-o completamente. François Hollande foi mais um que rasgou as promessas
eleitorais e aderiu àquela fórmula tão nossa conhecida que faz ricos à sombra
da pobreza que generaliza. Por cá, temos um António José Seguro que dá o melhor
de si para imitar o mestre francês. Chegou o momento certo para começar à
procura de amante, porque fora desta dimensão tablóide da política não haverá
grandes surpresas. Se ganhar Seguro, como apontam todas as sondagens, é cada vez
mais claro que as próximas eleições servirão apenas para mudar de aldrabão. Será
mais uma viragem de 360 graus nas nossas vidas, em tudo igual àquela que sentiram
os franceses quando substituíram Sarkozy por Hollande, a troca que fizeram para
ressuscitarem a esperança que Hollande hoje enterrou. O Estado social francês continua a ser sacrificado aos grandes interesses económicos. A cópia não saiu muito diferente
do original. Nem sequer nos pecadilhos.
O caluniador
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Esta noite, após ter visto a sua equipa perder contra um modesto
onze açoriano no estádio da Luz com quatro golos sofridos, algo que não
acontecia desde ...
Há 30 minutos

