“Lembro-me que tinha saído de casa com Portugal a perder por 3-0 e fui ouvindo pelas ruas da Covilhã, enquanto ia para a escola, gritos de alegria, através das janelas (…), pelos golos de Portugal. E cheguei à escola e já Portugal ganhava – e foi uma explosão de alegria na escola”. José Sócrates sobre um jogo, o Portugal-Coreia do mundial de 1966,que foi disputado a meio da tarde de 23 de Julho desse ano, um Sábado de umas férias grandes que começavam em Junho. Anos mais tarde, este hábito de ir para a escola com esta de portas fechadas havia de produzir uma licenciatura ao Domingo, dia igualmente consagrado ao descanso em todas as universidades do país. São homens destes, que sacrificam férias, fins-de-semana e fins-de-semana em férias na sua luta constante para adquirir novas competências, que o país precisa para dar a volta a isto. Não surpreende, pois, que tenham tantos admiradores que, semana após semana, os ouvem com justificada avidez. Eles são escravos do saber.
O caluniador
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Esta noite, após ter visto a sua equipa perder contra um modesto
onze açoriano no estádio da Luz com quatro golos sofridos, algo que não
acontecia desde ...
Há 31 minutos
