segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O regador rosa, para quem já sentia saudades


António Costa, o líder do tal partido que adopta ares de esquerda apenas quando está na oposição, já começou a molhar os pés aos portugueses. Há um par de dias, entusiasmou-se e disse textualmente que "ao contrário do que diz o primeiro-ministro, o que estava no Memorando de Entendimento com a Troika não era a previsão de uma privatização a 100% da TAP. Não, o que estava no Memorando de Entendimento era que a TAP só seria privatizada parcialmente e nunca na sua totalidade". Mentira. O esquerda.net reproduz o que diz o memorando. Em nenhum lugar se lê, como diz António Costa, que “a TAP só seria privatizada parcialmente e nunca na sua totalidade". O texto não deixa margem para dúvidas em relação à intenção do governo Sócrates de privatizar a TAP. Apenas não é explícito, como é em relação à EDP e à REN, que se trata da venda da totalidade das acções, mas também não diz que a venda é parcial ou que o Estado ficaria com a maioria do capital, deixando a questão em aberto, remetendo-a para as “condições do mercado” que podem ser o que a vontade de vender quiser. Da mesma forma, esta posição já constava do PEC 4, onde a TAP não é mencionada, mas onde já vem referida a alienação de uma série de empresas, entre elas, adivinhem lá, a de transporte aéreo. A esquerda deles é assim quando estão no Governo. António Guterres, de quem se diz ter governado muito à esquerda de Sócrates, também quis privatizar a TAP, como vimos aqui.

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