quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Um Paulo, uma Paula e a galinha dos ovos de ouro


Já não recordo se quem teve ideia tão parola era Futre ou Portas. Que era Paulo tenho a certeza. Bom, pouco interessa. O que hoje importa recordar é o que dizia esse tal Paulo, que era abrir aqui a porta da loja aos chineses e os aviões charter fariam fila para aterrar na portela a abarrotar deles com os bolsos a rebentar de graveto, que investiriam em Portugal, que criariam emprego, que isto e que aquilo, que a ideia posta em prática seria a nossa galinha dos ovos de ouro. Não conheço ninguém nem ninguém que conheça alguém que alguma vez tenha visto a cor desse dinheiro. O mesmo para os empregos que se criariam, também nunca ninguém os viu. Há tempos saíram umas notícias sobre uns mafiosos, não nos bastavam os que já para aí andavam à solta, que aproveitaram a ideia desse Paulo para se instalarem, e às respectivas lavandarias de dinheiro sujo, neste cantinho do viveiro de corruptos em que se está a transformar a Europa. Já se sabe, estas notícias nascem e morrem e a culpa é toda nossa, vamo-nos habituando a que nada nunca tenha consequências para ninguém. O Paulo lá se aguentou, os vistos gold também. Não sabemos quantos mafiosos depois, o certo é que o tema hoje voltou às notícias, novamente com corrupção, branqueamento de capitais e peculato e desta vez com uma equipa de futebol completa de detidos, onze magníficos, quase todos eles homens e mulheres de confiança dos nossos ilustres governantes, escolhidos entre muitos para ocuparem alguns dos mais altos cargos na hierarquia da nossa Administração Pública pelos ministros da tutela respectiva  e também escolhidos pela prendada galinha para lhes pôr uns ovinhos no bolso. Fantástico. Hoje já não se fala no Citius nem nas invenções de uma tal Paula peixeira do pus. A galinha não tramou o Paulo mas safou a Paula, que hoje apareceu a quem a leve a sério na qualidade de heroína do dia. Enfim, mais uma história nojenta com final feliz. Amanhã há mais. Sejamos justos, não podemos queixar-nos de monotonia.

1 comentário:

fb disse...

Já não recordo se quem teve ideia tão parola era Futre ou Portas. Que era Paulo tenho a certeza. Bom, pouco interessa. O que hoje importa recordar é o que dizia esse tal Paulo, que era abrir aqui a porta da loja aos chineses e os aviões charter fariam fila para aterrar na portela a abarrotar deles com os bolsos a rebentar de graveto, que investiriam em Portugal, que criariam emprego, que isto e que aquilo, que a ideia posta em prática seria a nossa galinha dos ovos de ouro. Não conheço ninguém nem ninguém que conheça alguém que alguma vez tenha visto a cor desse dinheiro. O mesmo para os empregos que se criariam, também nunca ninguém os viu. Há tempos saíram umas notícias sobre uns mafiosos, não nos bastavam os que já para aí andavam à solta, que aproveitaram a ideia desse Paulo para se instalarem, e às respectivas lavandarias de dinheiro sujo e outros negócios escuros, neste cantinho do viveiro de corruptos em que se está a transformar a Europa. Já se sabe, estas notícias nascem e morrem e a culpa é toda nossa, vamo-nos habituando a que nada nunca tenha consequências para ninguém. O Paulo lá se aguentou, os vistos gold também. Não sabemos quantos mafiosos depois, o certo é que o tema hoje voltou às notícias, novamente com corrupção, branqueamento de capitais e peculato e desta vez com uma equipa de futebol completa de detidos, onze magníficos, quase todos eles homens e mulheres de confiança dos nossos ilustres governantes, escolhidos entre muitos para ocuparem alguns dos mais altos cargos na hierarquia da nossa Administração Pública pelos ministros da tutela respectiva e escolhidos também pela prendada galinha para lhes pôr um ovinho no bolso. Fantástico. Hoje já não se fala no Citius nem nas invenções de uma tal Paula peixeira do pus. A galinha não tramou o Paulo mas safou a Paula, que hoje apareceu a quem a leve a sério na qualidade de heroína do dia. Enfim, mais uma história nojenta com final feliz. Amanhã há mais. Sejamos justos, não podemos queixar-nos de monotonia.