quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Tão cedo quanto possível



O alegado e auto-denominado "candidato a Primeiro-ministro", António Costa, não define uma data para a reposição dos salários dos funcionários públicos. Apesar de ter manifestado já por mais de uma vez essa intenção, na entrevista concedida esta quarta-feira à RTP, António Costa apenas disse que, caso venha a liderar o próximo Governo, o fará “tão cedo quanto possível”. "Tão cedo quanto possível" é óptimo, como vimos com José Sócrates primeiro e com Pedro Passos Coelho depois. Não foi possível tributar as grandes fortunas, não foi possível renegociar as PPP, não foi possível não reduzir o IRC às grandes empresas, não foi possível pôr o Oliveira e Costa e o Dias Loureiro  do BPN e o Salgado do BES  a pagarem a conta da sua delinquência, logo, não foi possível devolver aos funcionários públicos os salários que desapareceram das caixas registadoras de todas as empresas que encerraram por terem deixado de vender. Venham de lá esses votos tão cedo quanto possível que depois conversamos. "Tão cedo quanto possível" é o que faz falta incluir na Constituição da República Portuguesa para que o Tribunal Constitucional não seja constantemente obrigado a colocar toda a sua criatividade ao serviço da viabilização de confiscos de salários inconstitucionais. Será tão cedo quanto os portugueses o tornem possível renovando os 66% de deputados necessários para o fazerem e, não se dê o caso de depois a população não reagir nada bem a decisões tomadas a pensar exclusivamente no país, também alterar a lei eleitoral para arredar do Parlamento os partidos  que defendem que as pessoas têm o direito à sua dignidade no presente e não num futuro eternamente adiado pela infindável sucessão de "tão cedo quanto seja possível". A democracia ainda vai sendo terreno onde é possível reagir. Quando for possível aniquilarem-na, depois, só à batatada.

1 comentário:

fb disse...

O alegado e auto-denominado "candidato a Primeiro-ministro", António Costa, não define uma data para a reposição dos salários dos funcionários públicos. Apesar de ter manifestado já por mais de uma vez essa intenção, na entrevista concedida esta quarta-feira à RTP, António Costa apenas disse que, caso venha a liderar o próximo Governo, o fará “tão cedo quanto possível”. "Tão cedo quanto possível" é óptimo, como vimos com José Sócrates primeiro e com Pedro Passos Coelho depois. Não foi possível tributar as grandes fortunas, não foi possível renegociar as PPP, não foi possível não reduzir o IRC às grandes empresas, não foi possível pôr o Oliveira e Costa e o Dias Loureiro do BPN e o Salgado do BES a pagarem a conta da sua delinquência, logo, não foi possível devolver aos funcionários públicos os salários que desapareceram das caixas registadoras de todas as empresas que encerraram por terem deixado de vender. Venham de lá esses votos tão cedo quanto possível que depois conversamos. "Tão cedo quanto possível" é o que faz falta incluir na Constituição da República Portuguesa para que o Tribunal Constitucional não seja constantemente obrigado a colocar toda a sua criatividade ao serviço da viabilização de confiscos de salários inconstitucionais. Será tão cedo quanto os portugueses o tornem possível renovando os 66% de deputados necessários para o fazerem e, não se dê o caso de depois a população não reagir nada bem a decisões tomadas a pensar exclusivamente no país, também alterar a lei eleitoral para arredar do Parlamento os partidos que defendem que as pessoas têm o direito à sua dignidade no presente e não num futuro eternamente adiado pela infindável sucessão de "tão cedo quanto seja possível". A democracia ainda é uma reacção possível. Depois, só à batatada.