quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Os sacrifícios do moralista


A candidatura presidencial de Cavaco Silva gastou, já depois das eleições realizadas a 23 de Janeiro de 2011, quase 25 mil euros para oferecer 110 relógios Tissot aos colaboradores mais próximos da campanha. Também já depois dessa data, várias semanas depois, Cavaco torrou 3000 euros em duas refeições, oferecidas a 70 pessoas uma e a 120 pessoas a outra, justificadas como “refeições comemorativas”. Após solicitar explicações à campanha, o TC acabou por concluir que esses gastos não eram aceitáveis perante a lei. “Nenhuma destas despesas pode considerar-se ter sido contraída com intuito ou benefício eleitoral: é certo que as mesmas ocorreram por razão da campanha, mas são já posteriores a ela, pelo que das mesmas nenhum benefício para a campanha pôde advir”, decidiram os juízes. "Todos esperamos que a preocupação dominante esteja na repartição justa dos sacrifícios que são pedidos aos portugueses», defendeu o Presidente da República nas vésperas da aprovação do OE 2011. "Deve ser feito um esforço para explicar aos portugueses a razão dos sacrifícios que lhes são pedidos e dizer quais são os objectivos e quais são as finalidades que se pretendem alcançar".


Vagamente relacionado: Há pelo menos quatro eleições que a entidade que fiscaliza as contas dos partidos aponta o dedo à impossibilidade de avaliar se são ou não razoáveis as despesas pagas à Aedis, uma empresa de um militante e antigo funcionário do PS que é, há vários anos, a maior fornecedora de serviços ao partido. Os quatro últimos relatórios sobre as campanhas dos socialistas revelam que esta empresa recebeu, ao todo, em 2009 e 2011, perto de 4 milhões de euros em quatro campanhas eleitorais. Em todas, os técnicos levantaram o mesmo problema (contratos sem consulta prévia ao mercado).

1 comentário:

fb disse...

A candidatura presidencial de Cavaco Silva gastou, já depois das eleições realizadas a 23 de Janeiro de 2011, quase 25 mil euros para oferecer 110 relógios Tissot aos colaboradores mais próximos da campanha. Também já depois dessa data, várias semanas depois, Cavaco torrou 3000 euros em duas refeições, oferecidas a 70 pessoas uma e a 120 pessoas a outra, justificadas como “refeições comemorativas”. Após solicitar explicações à campanha, o TC acabou por concluir que esses gastos não eram aceitáveis perante a lei. “Nenhuma destas despesas pode considerar-se ter sido contraída com intuito ou benefício eleitoral: é certo que as mesmas ocorreram por razão da campanha, mas são já posteriores a ela, pelo que das mesmas nenhum benefício para a campanha pôde advir”, decidiram os juízes.